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Tag: ‘Game of Thrones’

The North Remembers

O episódio do último domingo correspondeu ao legado dos episódios “9” das temporadas passadas e conseguiu ir além das expectativas, que estavam bem altas, diga-se de passagem.

Apenas relembrando, a morte de Ned Stark ocorreu no episódio nove da primeira temporada; na segunda temporada tivemos a Batalha de Blackwater (com a maior concentração de explosões por m² que essa série já proporcionou); na terceira temporada aconteceu o inesquecível (trágico, mas inesquecível) Casamento Vermelho; na quarta temporada tivemos a Batalha de Castle Black; na quinta temporada, bem, não foi sensacional como os outros “episódio nove” mas teve Daenerys montando e voando lindamente no Drogo pela primeira vez e o prêmio de pai do ano para Stannis permitindo a Shireen queimar na fogueira.

Agora, fomos presenteados com o encerramento digno de arcos dessa temporada de personagens com mais enfoque até momento, Daenerys e Jon Snow, a consolidação de uma das maiores transições de personagem que essa história já viu e, claro, a batalha mais incrível até então.

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Depois de passar por episódios “transição” contribuindo com pedaços das tramas, chegamos na parte das conclusões. Até porque, se não fosse agora, não seria nunca mais porque esse foi o penúltimo episódio da temporada rs.
O “Batalha dos Bastardos” tem um significado também simbólico que representa o resgate do orgulho, em todos os núcleos retratados, daqueles que perderam seus lugares por direito outrora usurpados, em razão da ganância ou maldade, sendo já antes bastardos ou agora vistos como bastardos pelos olhos do usurpador em razão da suposta falta de direitos ao trono. Claro que se estavam no trono (Os Targaryen em Westeros, Daenerys em Meereen, Greyjoy nas Ilhas de Ferro, Starks no Norte) um dia eles tiraram de alguém por alguma razão, boa ou não…mas isso já é outra história para outro momento de reflexão.

Uma série digna de respeito não precisa, ou não deveria, ficar matando gente toda a hora, jorrando sangue desnecessariamente ou ter reviravoltas a cada episódio, não, e quanto a isso Game of Thrones foi muito bem nessa temporada. Mas depois do episódio anterior aonde a Arya andando por Bravos de forma bem ingênua que não condiz com sua personalidade, desprotegida, depois correndo, lutando e fazendo coisas impossíveis com a barriga esfaqueada (!), precisávamos de uma episódio condizente com a genialidade e competência dos produtores e a inteligência do espectador, sem essas coisas que forçam a barra. E todos os percalços, dramas e até as coisas chatas até então tipo as chatisses com o Alto Pardal e suas cenas longuíssimas valeram a pena só por termos esse episódio!

MEEREEN

Daenerys voltou em meio ao ataque do Mestres da Bahia dos Escravos e chegou como se fosse provisão divina enviada pelo R’hllor respondendo orações da Kinvara (lembram do episódio 5?!), porque ô timing perfeito haha. Brincadeiras a parte, o núcleo de Meeren dessa vez foi muito empolgante e mostrou a razão de sua relevância na história!

A resolução desse impasse e traição (?) dos Mestres, após aquele duvidoso acordo de paz, foi satisfatória porque mostrou a importância definitiva do Tyrion na vida de Daenerys como rainha e como ela pretende por em prática seu plano. Quanto a participação de Tyrion, merece destaque a experiência (teórica) de governabilidade e pensamento estratégico e emser capaz de alerta-la dos genes da loucura real (alô Mad King pai!) que poderiam correr nas veias da Daenerys. Parece que a teoria da Mad Queen não vai se concretizar ainda bem porque Daenerys demonstrou ter noção dos limites que não pode ultrapassar, ainda que contra a sua estrita vontade inicial.

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Dessa vez conseguiram fazer tudo da forma que tinha que ser, as cenas e sequências necessárias para contar bem a história, sem enrolações ou sem jogar histórias mal explicadas. A chegada dos Dothraki, os três dragões enfim agindo em conjunto e Daenerys em pleno domínio do Drogo e controle das ações dos dragões como nunca antes visto. Como ela bem disse, seu reinado está apenas começando; nada será capaz de impedi-la de chegar a Westeros com força total, se auxiliada pelas pessoas certas e agora com navios. \o/

Os Greyjoy chegaram até Dany e fizeram o tal acordo. O acerto deles? não proporam o casamento a Daenerys como um condição. As Ilhas de Ferro não podem mais fazer as pilhagens e ataques a terra firme e esse acordo foi um dos mais interessantes justamente por mostrar o que se põe em jogo quando se quer recuperar o poder. Tradições são mudadas e regras flexibilizadas e ainda que seja para melhor (“a integridade dos Sete Reinos”, afinal ninguém fora eles gosta de pilhagens), se na prática os homens de ferro vão concordar e seguir a nova rainha Yara em razão disso sem o uso da força pela rainha, não dá pra saber. Naquele acordo há mais uma evidência de que Daenerys não seguirá os passos do pai, ao menos não convenientemente: ela e Yara concordam que têm em comum o fato de que seus pais foram péssimos reis e não estão dispostas a cometer os mesmos erros.

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WINTERFELL
E o esperado momento chegou. O Norte – a força, sim – se lembrou… e o Stark recuperaram o lugar de Guardiões do Norte e tiveram seu momento de vitória e regozijo depois de anos de seguidas desgraças.

Todo mundo (literalmente), de forma acertada, não cansou de falar que o episódio e essa Batalha dos Bastardos foi incrível e o melhor episódio da temporada. Tentarei sintetizar as razões disso em relação a batalha a seguir.
Mais do que em qualquer outra batalha, o fator humano e o campo das ideias e estratégias foram fundamentais. Não foi apenas o número do exército e o sangue derramado, mas os jogos mentais que Ramsay fez Jon jogar e a força moral de Sansa que fizeram tudo ser como foi. Houve muita morte, muito sangue, mas não só isso.

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Não foi surpresa Rickon morrer, mas aquela cena foi chocante, tomou todos pelo susto, quebrando a recém-criada e pequena esperança de um provável final feliz, tudo em questão de um segundo. Rickon poderia correr em zigue-zague e se salvar? para os memes da internet isso faz todo sentido, mas na história era evidente que Ramsay acertaria de qualquer jeito porque ele jamais se exibiria se não tivesse plena certeza de suas habilidades.
Aquela flecha acertou Jon simbolicamente e despertou aquele lado inconsequente de um homem que voltou da morte e dela não queria mais fugir. Aquela conversa com Melisandre e não querer ser ressuscitado diz muito sobre ele e ditou os rumos dessa guerra. Ele estava ali como se realmente fossem seus últimos momentos em vida e assim ficaria feliz se pudesse salvar a irmã e o Norte daquele monstro chamado Bolton. A flecha, Rickon e a pose de Ramsay naquele cavalo enquanto todos se matavam, nada mais foram um joguinho sádico que comprovava a fala da Sansa: Jon não conhecia o homem que nada mais fazia do que brincar muito bem com pessoas.

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Outra batalha memorável e até então a melhor pra mim e muitos fãs foi a Batalha de Hardhome, no 5×08, para além da Muralha, quando a Patrulha da Noite sob o comando de Jon Snow foi convencer os selvagens a irem para o sul e se depararam com o exército de White Walkers. Mas a Batalha dos Bastardos assumiu o posto de melhor batalha porque abordou o combate de uma forma muito original, com muita tensão e sob o enfoque mais pessoal dos personagens, sem deixar a desejar na ação. Hardhome teve um ritmo muito acelerado e foi pura adrenalina, enquanto a dos Bastardos trouxe técnicas de guerra mais apuradas sem qualquer possibilidade aparente de recuperação do exército Stark. Diferente de Hardhome, a solução fugir era absolutamente impossível.

Em Hardhome os efeitos especiais foram impecáveis e essenciais, enquanto nessa batalha atual quase tudo foi feito de verdade, com cenas feitas em take único, com cavalos reais correndo em direção ao ator e o desespero nos levou a situações desesperadoras e claustrofóbicas, figurativamente e literalmente também, vide a quase morte de Jon pisoteado e tantos outros planos de uma fotografia digna dos melhores prêmios.

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Foi uma guerra mostrada de perto em todos os sentidos do termo, extremamente ousada e de fazer o coração quase parar de tamanha angústia. A perspectiva de tempo foi alterada e corria lentamente antes do embate, quando apenas o som do trote dos cavalos e bandeiras ao vento eram notados, dando uma falsa sensação de calmaria que só piorava o pressentimento das pilhas de corpos que estariam por vir.
A batalha foi retratada de forma fiel a guerras reais que ocorreram no período da Idade Média, sendo a pilha de corpos um artifício comum nas batalhas, usadas como barreiras tal qual mostrado na tela. Da mesma forma aquela estratégia com os escudos e lanças, de referência romana.

Por instantes achei que Tormund tinha morrido, que Jon iria morrer a qualquer momento e que Ramsay ia fugir ileso. Mas the old gods and the new não permitiram tamanha tragédia, não dessa vez. Mas o melhor estava por vir: quem ganhou essa guerra foi a Sansa.

Os Stark voltaram para Winterfell, mas quem tomou o posto de rainha dos nossos corações do Norte, da Batalha dos Bastardos e da própria vida foi Sansa. Jon era otimista e valente, mas quase foi derrotado por seu sentimentalismo que gerou impaciência, uma vez que o número menor deles iria sim perder a guerra e não fosse a teimosia dele em não confiar nos alertas da irmã em esperar mais um dia, a guerra poderia ter sido muito menos dramática. Afinal, a intuitividade, perspicácia, coragem e proatividade de Sansa que fizeram os Stark ganharem, por intermédio do exército dos Arryn a comando do Mindinho…sempre ele…mas dessa vez ele nos proporcionou um dos momentos de maior alívio em toda a série. :)

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Jon não matou Ramsay com suas próprias mãos e aquele momento foi muito significativo para mostrar o caráter dele. Ramsay provou do próprio mal e chega a ser assustadora a forma como vibramos com a morte de alguém na história. Ainda que seja ficção, chega um momento que fica tão natural torcer pela morte de alguém não importando se for da forma mais dolorosa possível de morrer. Sim, Ramsay foi o mal em pessoa, ele não podia continuar a fazer o que fazia, precisava ser parado e pagar pelo o que fez de alguma forma, mas se hoje não aceitamos vingança com as próprias mãos, penas de morte e métodos cruéis de execução, por que na ficção é legítimo e moralmente aceitável ficarmos tão contentes? Talvez nisso resida a bênção e a maldição das ficções em relação aos sentimentos que nos despertam.

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A queda da bandeira Bolton em Winterfell ilustra bem a fala mais emblemática dessa nova Sansa que nos foi apresentada: “suas palavras vão desaparecer; sua casa vai desaparecer; seu nome vai desaparecer; todas as memórias sobre você vão desaparecer“.

Algum dia imaginaríamos aquele sorriso da Sansa ao presenciar uma cena daquelas, arquitetada por ela? Aquele sorriso demonstra não só o amadurecimento definitivo dela mas também a transição da personagem para nuances muito mais complexas. Talvez uma Sansa até mais amarga, vingativa e cruel, em um sentido negativo, esteja por vir.
De Sansa a Ramsay aos cachorros, podemos concluir que a pior vingança não é a morte, mas sim fazer alguém esquecido; que o maior que o medo de morrer é o medo de ser esquecido.

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Por momentos memoráveis para a trama e aos olhos, uma episódio com desfechos de conflitos longe de ter resoluções práticas tampouco rasas e personagens que respeitam sua trajetória e demonstram aperfeiçoamento pessoal com reflexos relevantes na história, Game of Thrones precisa mostrar uma season finale nada menos que sensacional para fazer jus a esse episódio que certamente entrará para a história da televisão.

A tão esperada batalha finalmente vai acontecer, Jon Snow vs Ramsay Snow Bolton! pelo trailer já vemos que o dono das cachorras está com seu sorriso sinistro, e nosso Snow preferido está tão confiante na batalha que até pede para a bruxa vermelha que se ele morrer, é para deixa-lo morto! CADÊ A CONFIANÇA JON???!!! aposto que na hora final o exercito do vale aparece e salva o dia, e finalmente a verdadeira Lady de Winterfell está voltando para casa! e não estou falando da Sansa…. Winter is Coming!

No último episódio de Game of Thrones conhecemos a Lady da ilha dos ursos, a jovem Lyanna Mormont, e a garota abalou as redes sociais, nos poucos minutos que esteve na tela ela lacrou geral! kkkk e viajando pela Net achei alguns gifs bem bacanas e nada mais justo que mostrar eles aqui! esses dois gifs me chamaram muita atenção, primeiro por que a garota coloca Sansa em seus devido lugar, e segundo ela mostra que é a Lady e que só aceita conselho se pedir, e o top da cena foi ver Sir Davos ajudando o Jon, o nono episódio vai ser FODA!!!

“Mas até onde sei, você  é um Snow, e Lady Sansa é uma Bolton”.

 

 

“It’s between the living and the dead. And believe me, the dead are coming.”

Estamos na segunda metade dessa temporada e parece que as coisas estão voltando a caminhar em passos lentos. Mas não se trata de um episódio filler (em bom e velho português que “enche linguiça”), porque todas as tramas tiveram avanços, por mais simples que tenha sido. Aliás, o universo de Game of Thrones é tão imenso que seria uma falha bem amadora deixar passar um episódio “em branco” em uma temporada que tem apenas 10 episódios e tanta história a ser contada. Mas “The Broken Man” tem a maior parte dos avanços nos detalhes, nas sutilezas.
O broken man que dá título ao episódio pode ser sim o Cão (Sandor Clegane), inclusive. Mas não só ele. Porque nunca as coisas são tão simples nessa história. “Broken man” pode ser o homen que têm sua reputação manchada, um homem que se corrompeu ou que desistiu de seus ideias ou que não vê perspectivas de dias melhores ou que ele possa ver propósito na vida sendo ele mesmo. É um homem assombrado pelo passado e devastado pela vida. Esse não é um perfil difícil de se deparar na história e nesse episódio em especial não foi diferente.

WESTEROS
O Cão está vivo! Já existiam palpites nesse sentido entre os fãs e a teoria sobre o julgamento por combate da Cersei tinha a ver com o Cão estar vivo, pois há quem aposte que ele lutará pela Fé militante contra o seu irmão (quando vivo, né? agora é um zumbi), o Montanha, que defenderia a Cercei. Essa teoria se chama “Clegane Bowl” (sim, do Super Bowl haha).
E de fato o Cão está vivo e se associou a Fé dos Sete – ou só se juntou para ter acesso a mínimas condições de vida, agora recluso em uma comunidade pacifista e nômade da Fé dos Sete. Gostei muito da interação entre ele e o Septão, além de (re) apresentarem as nuances da personalidade do Cão e de mostrarem o sentimento de vingança que ele nutre e que, segundo ele, o manteve vivo. Mas seria apenas vingança contra a Brienne? Vingança contra a Arya por ter fugido? (mas o que ela poderia fazer?). E isso tudo só reafirma o que eu disse em um texto anterior: todo personagem tem potencial para influir nas ditas “histórias principais” e fazer tudo mudar. Nenhuma existência ali é em vão.

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Foi de cortar o coração aqueles homens da Irmandade Sem Bandeiras matar toda aquela comunidade e com requintes de crueldade, pois nem mesmo tinham como oferecer qualquer ameaça. É normal que povoados sejam dizimados ali etc., mas com isso não consigo não ficar triste por desconhecidos morrerem a toa. :(
Para onde o Cão vai eu sinceramente não tenho como afirmar nada. Antes de qualquer outro destino acredito que ele pode ir atrás dos homens da Irmandade sem Bandeiras e se vingar pelo massacre. Mas, uma coisa que talvez não encaixe a teoria do Clegane Bowl (uma teoria do livro), para a série, é o tempo do Cão chegar até Porto Real (se ele estiver mesmo indo para lá) e chegar a tempo de ser um candidato em potencial para lutar pela Fé no julgamento, porque o combate pode ser no próximo episódio. E quais seriam as motivações para dele entrar nesse combate e morrer nas mãos do irmão Montanha? Talvez a vontade de ser o algoz da Cersei e assim se vingar dos Lannister e também fazer vingança pela Arya. Mas esses são palpites.

Porto Real
Quando a Cersei vai escolher violência? Aparentemente só no próximo episódio. Só eu não aguentava mais a Cersei amargurada e cheia de auto-piedade que não fazia nada de útil? Agora ela quis fazer aliança com a Olena e é compreensível porque o desespero e arrependimento por ter feito a besteira que causou tudo aquilo, está batendo. Ela foi humilhada pela Olena e doeu, porque no final das contas ela é uma mãe que perdeu a esperança de ter o filho por perto atendendo suas expectativas.
Ela está completamente destruída. Eu sinceramente não consigo ter raiva da Cersei, eu tenho pena. A vida dela foi só amargura e vaidade, ela nunca teve controle de nada e o que manipulou foi para ter uma aparência de felicidade e o que ama de verdade – os filhos – já não os tem (Tommen é tão manipulável pelo Pardal que não dá o suporte que ela precisaria afetivamente, nem mesmo a mãe ele consegue expressar sentimentos concretos).
Duvido que ela seja a próxima personagem a dar a adeus ao mundo, meu palpite é que ela sobreviverá nesse julgamento por combate. Mas certeza nunca dá para ter, porque estamos falando de GOT. Hoje, só acredito que Jon e Daenerys estejam com a vida segura ao menos até o fim da próxima temporada por conta das pistas da história.
E Margaery…ela merece um Oscar e muuuitos prêmios por aguentar aquele papinho patriarcal e machista a máxima potência do Alto Pardal. Ela é muito manipuladora e muito, muito esperta, mas estava agindo tão bem com aquela farsa que em alguns momentos eu cheguei a ter dúvidas se era realmente uma farsa. Tivemos a confirmação que é sim uma farsa e COMO ELA É BOA NISSO, não?! Quando ela olhou para avó e entregou aquele bilhetinho senti muito alívio.
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Nunca pensei que teria pena da Margaery, mas comecei a ter. Ela está sozinha tentando salvar todo mundo, levando tudo nas costas por erros que ela na verdade não cometeu. Ela só é alvo da inveja da Cersei, mas ela nunca fez mal a ninguém. Sabemos que ela não é boazinha e sim está fazendo isso pela família, mas, principalmente, por si mesma. Até quando ela conseguirá interpretar esse papel? Só os próximos capítulos poderão nos mostrar.

Terras Fluviais
Foi muito legal ver um propósito na vida do Jaime, nessa fase da história, que não seja ser sombra e capacho da Cersei. Digamos que houve um indício de resgate da personalidade e a essência dele nos livros também, ele é um homem que pretende ser virtuoso, bom para aqueles que ama e que entende de guerra e de liderar um seu exército. O cerco dos Frey é um lixo, eles são péssimos e Jaime colocou ordem no lugar. Não houve negociação com o Blackfish, mas acredito que foi um charminho do episódio, porque não faria nenhum sentido Jaime ganhar tudo com com algumas palavrinhas logo no primeiro contato. Queria que o Jaime estivesse em Porto Real para o julgamento por combate. Imagina o Montanha perde e ela é condenada a morte?! essa seria a última oportunidade do Jaime vê-la…sim, ele estaria querendo morrer para estar lá. Mas nessa altura parece bem difícil mesmo ele voltar pra Porto Real (mas eu quero :/).

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PS: que armaduras lindas! trabalho de figurino e arte incríveis, fizeram armaduras que condizem perfeitamente com os brasões e lemas das famílias com muitos detalhes.

Além da Muralha
Como o esperado houve aquela negativa dos selvagens em se aliar ao exercíto de Jon pelo Norte. Foi um dos melhores momentos do episódio pra mim, porque foi incrível aquele discurso do Jon e depois do Tormund, por sua vez em defesa do Jon. É muito interessante ver como os selvagens são leais às suas convicções e ironicamente são considerados “não civilizados” em razão de seu estilo de vida, pelas casas ao sul da Muralhas, mas na verdade quem cumpre com a palavra são justamente os selvagens, que sarcasticamente o Tormund chama de “não inteligentes”, porque se ele falam algo eles não sabem que “podem” não cumprir. Selvagens <3 São poucos homens mas lutarão até o fim ao lado de Jon e lealdade é algo em falta naquele (e nesse) mundo.

Norte
Precisamos falar sobre Lady Lyanna Mormont! a personagem mais surpreendente da série que provavelmente só aparecerá nesse episódio hahaha. E se aparecer dificilmente vai superar essa apresentação tão imponente dela. A construção da cena foi ótima, a posição dos personagens também contribuiu pra trazer todo protagonismo pra ela. Que menina incrível, com tanto discernimento e força desde tão nova. Tommen, tadinho, precisava de um intensivão com ela rs.
Na sequência na Casa Mormont temos uma das melhores falas e talvez a mais emblemática dessa temporada, nas palavras de Davos: “A verdadeira guerra não é uma birra entre casas, mas uma guerra entre mortos e vivos.” O Norte deve se unir e lutar junto para sobreviver ao Rei da Noite. Isso aí, Davos! Ele conseguiu 62 homens, mas o ato foi simbolicamente importante.
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Na Casa Glover foi o momento em que “Broken Man” podia se referir a personificação da casa Stark e a imagem desmoralizada desta perante seus conterrâneos do Norte. “Casa Stark está morta” foi difícil de ouvir.
Foi ótimo ver a Sansa assumindo a frente para defender a sua Casa. Não se na vida real uma menina teria realmente interferido na conversa, mas foi interessante mostrar isso para reafirmar o amadurecimento da Sansa nessa temporada e naquele ambiente não vem sendo um crescimento forçado, foi algo realmente motivado e as situações estão condizendo com a mudança dela. Mas esse processo de empoderamento também pode ser um pouco preocupante na medida em que ela passe por cima de decisões com mais conhecimento de causa sobre guerra e que deixe de confiar no julgamento do Jon. Afinal, por mais inteligente, esforçada e bem intencionada que a Sansa seja, ela não entende a dureza do campo de batalha no Norte.
A dificuldade do exercício, entretanto, não se limitará apenas no número menor de homens, mas na desunião dos soldados e na falta de coesão entre o comando, porque é um exército formado por vários outros exércitos e entre nortenhos e selvagens, lembre-se. Os conflitos internos serão um grande inimigo aos esforços de Jon Snow e aliados.
E pra fechar os assuntos nortenhos da rodada: e aquela cartinha da Sansa? Meu palpite é que ela viu que a coisa está complicada para o seu exército e reconsiderou a proposta do Mindinho, aceitando a aliança que ele tinha proposto ao enviar o exército do Lorde Arryn. Não haverá perdão, mas a ajuda será muito bem-vinda.

ESSOS
Os irmãos Greyjoy estão indo até Daenerys e fizeram uma parada em alguma cidade que eu presumo que seja na Bahia dos Escravos, pois estão a caminho de Meereen. Para o Euron Greyjoy terminar aqueles mil navios e alcançar os sobrinhos antes de proporem a aliança com Daenerys – e antes de ela aceitar – parece que ainda falta muito. Nesse arco ainda faltam algumas peças pra começar a ficar mais claro. Teoricamente faz sentido, mas na prática não tanto.
E mais um broken man nos é apresentado: Theon tentando se reerguer. Acho que ele está tendo um progresso bem rápido e no nosso mundo a Yara soaria um tanto quanto insensível, mas naquele contexto é o mais próximo do ideal de amor fraternal e solidariedade que pode existir. Na verdade é uma condição de vida ou morte, pois se o Theon não conseguir superar os trauma de ter tido sua personalidade e orgulho próprio roubados, ele será um elo fraco para a batalha que sua família está prestes de travar. Que ele encontre forças no apoio da irmã, na causa, e assuma de novo a identidade de um homem de ferro.

Bravos
Pra um episódio sem grandes acontecimentos de pronto empolgantes, que belo cliffhanger, não?! A dúvida que fica é COMO a Arya vai se virar e não necessariamente se ela vai morrer, porque eu acho que a Arya não vai morrer agora (POR FAVOR NÃO MATEM A ARYA AGORA!). Seria meio ??? matá-la depois de mil anos de treinamento que seria muito válido nessa jornada dela sozinha entre os continentes e depois em Westeros a procura dos remanescentes da família. Certamente todo aquele potencial de Homem sem Rosto não será inútil, mas matá-la agora, sim. Há mortes a rodo na série, mas elas sempre tem algum objetivo maior da trama. As mortes são repentinas, mas pra contar uma história ou pra uma vingança que fazia total significado para algum dos personagens e que desencadeiam outras tramas ainda mais pertinentes. Agora, a Arya ser morta nas mãos daquela menina chatíssima da irmandade, não dá pra considerar. #prayforArya

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Novamente um episódio ponte foi apresentado e o terreno está sendo lentamente, mas de forma pertinente, preparado para grandes acontecimentos. Daenerys com aliados a caminho, exércitos no Norte se unindo para a Batalha dos Bastardos, possíveis personagens do Julgamento por Combate pelo destino da Cersei sendo apresentados e o futuro incerto da Arya são momentos que estão por vir, trazendo grandes expectativas para o fim de uma temporada tão boa como a atual.

 

 

O episódio foi intitulado de “The Broken Man”, e vamos ver o novo alvo do Alto Pardal, também veremos uma cena que já devia ter acontecido caso a serie seguisse os livros que é Jaime trocando aquele papo com o peixe negro, e finalmente Arya volta a ser Arya hehehe o episódio vai ao ar dia 5 de junho, estamos chegando na reta final, e o mais foda do último episódio foi ver Ben Stark!!! bora conferir o trailer.

 

– We needed to defend ourselves
– From who?
– From you. From men

Chegamos à metade da temporada e acredito que não poderíamos estar mais satisfeitos com o desempenho da série nessa temporada. Perfeição ou agradar a absolutamente todos, definitivamente não é possível. Mas Game of Thrones está conseguindo apresentar uma história consistente e momentos memoráveis, alcançando o nível de excelência que lhe é esperado; o mais importante nisso foi apresentar esse desempenho em uma nova fase que começou cheia de possíveis desconfianças, uma vez que a série agora tem apenas um norte narrativo e não mais uma base concreta como o livro.

“The Door” se mostrou o episódio que encerrou a construção da ponte que foi construída nos episódios anteriores e, assim, abriu uma nova porta de situações. Não se tratou apenas da tal porta que o Hodor precisou segurar, mas em mostrar a (s) porta (s) de todos os males para o mundo do Trono de Ferro.

Aquela porta aberta para uma frágil aliança que mistura o poder político com o religioso, levando a um possível cenário de desequilíbrio e autoritarismo; a porta da imaturidade; a porta dos White Walkers para o sul da Muralha (muito provavelmente); e do reconhecimento que o Homem, sempre ele, é o causador dos seus próprios problemas, porque insiste em não manter fechada a porta da ganância e do desejo de dominação ao próximo por meio da força.

A divisão geográfica será mantida para auxiliar na compreensão da análise e a ordem apresentada foi escolhida para que a ordem seja crescente em razão da importância do núcleo para o arco geral da temporada.

ESSOS

Bravos

Enfim Arya mostra um desenvolvimento no seu treinamento para ingressar na sociedade secreta dos Homem sem Rosto. Ainda assim houve muitas cenas do treinamento de luta (e como ela apanha, coitadinha) e essas partes poderiam ser menores, sim. Mas agora o interessante foi mostrar que ela está em um estágio do treinamento em que ela enxerga a real dimensão do que se propôs de fazer, pois não vai se limitar a matar aqueles a quem quer se vingar, e sim realizar aquilo para o que foi contratada, ainda que alguém “bom” seja a vítima.

E aquele teatro foi uma espécie de golpe dolorido e inesperado, mas proposital, para Arya, pois rememorou aquilo que aconteceu na primeira temporada. Nota-se que ela estava na mesma posição de expectadora de quando seu pai foi verdadeiramente executado. A historinha do teatro é a mera representação do que está no imaginário popular: Tyrion anão maldoso e repulsivo, Lannisters realeza virtuosa, Ned Stark honesto, pois bobo e ingênuo…a imagem manipulada que fica para aqueles que estão de fora dos círculos do poder. O povo sempre alienado da real situação em que vive.

Vaos Dothraki

Esse núcleo foi bem rápido, mas significativo. Daenerys, agora vestida como uma legítima Dothraki, não só perdoou Jorah como reconheceu a lealdade dele e se despediu com muito pesar. Foi bem tocante e a emoção e as lágrimas dela foram compreensíveis, não foi um “chororô” desnecessário não. Jorah era um elo da Dany com o início de sua trajetória e a lembrava do que era Westeros naquilo que ela não chegou a conhecer. Sem dúvida foi uma ruptura para a vida dela.

Ele dizer que a amava (bonitinho!) deve ter sido doloroso também para ela, pois, afinal, até a Mãe dos Dragões tem sentimentos e não gostaria de vê-lo sofrendo por um amor não correspondido. E ela sabe que é muito provável que ele não volte em razão da escamagris ter se espalhado a ponto de impedir que ele conviva em sociedade.

Meereen

Esse núcleo ultimamente vem sendo uma via de mão dupla em favor da paz e, agora, segurança: presenteia negociações bem sucedidas e perspicazes capitaneadas por Tyrion na sua melhor forma de estrategista, mas com alianças um tanto quanto suspeitas. Foi uma observação muito relevante do Tyrion em favor do futuro do reinado da Daenerys na Baía dos Escravos, mas se aliar a um Alto Sacerdote do Deus Vermelho (R’hllor) não pareceu um passo totalmente seguro, embora o único aparentemente disponível (ou o mais fácil?).

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Pode ser eficiente no sentido de espalhar a boa imagem da Rainha, pois a liderança religiosa é dotada de muita confiabilidade pelos fiéis; mas pode ser muito problemático se esse poder dado a “Primeira Serva do Deus da Luz” (ela é superior a Melisandre na hierarquia da fé do R’hllor) se transformar em uma chantagem ou um golpe de poder, se assemelhando ao o que aconteceu em Porto Real agora refém da Fé Militante. Talvez eles não intentem contra a Rainha e seus aliados, mas contra a liberdade religiosa do povo purificando-os literalmente com o fogo dos dragões…
Vamos aguardar e ver se Daenerys vai se beneficiar e concordar com a estratégia de transforma-la na provedora da segurança também pelas palavras dos sacerdotes vermelhos.

A Kinvara, nova Red Woman da série, acredita que a Daenerys é a escolhida na profecia do “Príncipe Prometido” e a ela caberis o Trono de Ferro. Já a Melisandre acredita que Jon Snow é a resposta da visão que ela viu no fogo e daquela profecia. Afinal, o R’hllor falou a verdade para qual das duas? (como sabemos, a interpretação das visões é algo muito incerto e pode ser condicionado pelos sentimentos do intérprete, pois as visões não são concretas tampouco absolutas).

WESTEROS

Norte/Muralha

O reencontro entre Mindinho e Sansa enfim ocorreu e com isso, para alguns (eu), uma surpresa: Sansa não aceitou aliança com Mindinho contra o Ramsay. Era de se esperar que ela estivesse completamente avessa ao perdão, porque era evidente que ele sabia o que poderia eventualmente acontecer com ela ou ele fora extremamente ingênuo e em ambas as hipóteses Sansa teria a razão de colocá-lo na lista negra de pessoas para não ter mais amizade. O que foi surpreendente foi ela recusar a ajuda militar dele, que ao menos nós espectadores sabíamos que existia.

O que eu e muitos esperávamos é que ela aceitaria ao menos o exército dele, como o mínimo de obrigação que caberia a ele como ex-protetor dela e agora com influências no Vale de Arryn. Sem perdão, apenas uma aliança temporária por um bem maior.

Entretanto, como pode ela ter confiado prontamente que o seu tio BlackFish teria de fato reunido um exército em Correrrio, nas terras dos Tully? Na hora eu não vi nenhum problema naquilo e até achei ótimo ele dar um palpite pra minimizar a inutilidade da existência desastrosa dele, mas depois eu pensei: será mesmo que Mindinho estava sendo sincero? Lembrando que BlackFish estava no Casamento Vermelho e saiu aleatoriamente do local antes do massacre, ou seja, ele pode sim estar vivo. Mas até que ponto a informação de que ele tem um exército é real, não sei.

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Outro ponto intrigante foi a Sansa mentir para o Jon. Aparentemente houve sim um reatar sincero entre os irmãos, mas será que Mindinho não a teria desestabilizado relembrando que Jon é o “meio-irmão”? Ou ela apenas o fez porque se Jon soubesse do Mindinho não admitiria a presença dele pelo Norte ou iria fazer uma aliança pelo valioso exército, coisa que Sansa jamais admitiria sem reclamar, causando um mal estar entre os irmãos em plena guerra? Há muitas possibilidades do que a levou mentir para o Jon, mas o fato é que esse arco nos trará boas surpresas.

Sansa está crescendo muito como pessoa e a cada episódio se mostra mais madura como personagem. Mas ela não tem experiência em Guerra (mas costura super bem e rápido! :D) e nisso o Davos será muito útil. #GoStarks

Pyke/Ilhas de Ferro

Surpreendentemente este núcleo proporcionou um dos melhores momentos de um episódio; acho que isso é algo inédito ou quase inédito na série. Que bonito momento Theon defendendo a irmã e a exaltando para ser a primeira rainha das Ilhas de Ferro. Não foi dessa vez, mas valeu esse momento de superação para Theon deixar os tempos de Fedor para trás.

A sequência com o ritual de coroação de rei do Trono de Sal (as Ilha de Ferro é uma espécie de rebeldes, não se submetem ao Trono de Ferro e intitulam seus líderes de “reis”) e a fuga de Yara e Theon foi incrível! A cerimônia na história dos livros é realmente estranha e o rei não passa de um candidato à coroa enquanto não voltar da “morte”, pois ele realmente se afoga naquele ritual, tal qual Euron ficou inconsciente por instantes. Afinal, estamos falando de uma coroação perante o Deus Afogado. ;)

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Euron Greyjoy apareceu de repente na série, mas ele é uma figura que já apareceu nos livros em momentos com mais protagonismo, no caso com a habilidade de domar dragões com um objeto que encontrou em suas viagens pelo mundo. Mas independente das mudanças na adaptação da história de uma mídia pra outra, o interessante aqui é ressaltar que um núcleo aparentemente irrelevante será de suma importância para o arco geral da história! Nenhum pedaço ou personagem é irrelevante e de tempos em tempos somos surpreendidos com alguma reviravolta sendo protagonizada por uma pessoa até então ignorada ou, inexistente na história (como o Euron Greyjoy).

Mas convenhamos que aquela circunstância da fuga da Yara e Theon foi meio estranha, pois, como eles arranjaram tanto aliados em tão pouco tempo? Eles perderam a “votação” para a coroa e isso deveria significar que os capitães seguiriam o rei vencedor do Kingsmoot. E como Euron fará TANTOS navios e em quanto tempo? Como ele vai alcançar Yara e Theon em tempo de chegarem em Essos atrás da Daenerys, também não sei. Contudo, ignorando esses detalhes (detalhes?) esse arco ficou bem mais interessante com a fuga e Euron interessado em apoiar Daenerys. ¯\_()_/¯

Além da Muralha

Nesse núcleo tivemos as revelações mais bombásticas dessa temporada, até então. Sim, tivemos o retorno de Jon Snow outrora, mas isso já era esperado ou, ao menos, almejado por 10 entre 10 fãs. Já a descoberta de que os Filhos da Floresta criaram os White Walkers não passava de uma pequeníssima especulação entre tantas teorias das Crônicas de Gelo e Fogo. Na verdade foi bem chocante para a maioria dos telespectadores. E o mais chocante é que a criação desses seres a partir do Rei da Noite – o primeiro White Walker foi um ato desesperado contra a invasão dos próprios Homens, no início da cronologia da história de Westeros.

No princípio havia os filhos da floresta em Westeros, que habitavam aquela região antes de chegarem os Primeiro Homens, dos quais os Stark descendem. Os filhos da floresta tinham conhecimentos milenares e as Árvores Coração hoje praticamente extintas (aquelas árvores brancas com folhas vermelhas) tinham um significado sagrado para aquele povo; entre eles também havia os videntes verdes, com habilidades que se assemelham ao o que o Bran está aprendendo a controlar. Os white walkers fizeram com que os videntes verdes fossem praticamente extintos.

Em curtíssima síntese, os Primeiros Homens entraram em guerra com os filhos da floresta, estavam cortando as árvores coração e dizimando esse povo; esse conflito perdurou por gerações.

A criação do White Walker causou efeitos jamais imaginados e fez com que o Inverno (A Longa Noite) chegasse (agora a série mostrou isso e não que o inverno que traz os White Walker) e nesse período, teria ocorrido um acordo de paz entre os filhos da floresta e os Homens para lutarem contra os White Walker; nisso, os filhos da floresta foram morar nas florestas afastadas e com o passar dos séculos eles foram considerados extintos. Da mesma forma que os White Walker foram considerados lenda pelas gerações posteriores. Até que, em torno de 8 mil anos depois, a lenda se mostrou equivocada pois passou a ser real.

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Na visão verde do Bran, sem a supervisão do Corvo, foi estabelecida uma conexão entre Bran e o Rei da Noite de tal modo que fez com que o feitiço que protegia a Caverna do Corvo de Três Olhos dos white Walkers fosse desfeito, permitindo com que estes identificassem onde estavam os últimos videntes verdes e filhos da floresta. Esse feitiço de proteção foi mostrado na 4ª temporada.

Mas eu acredito que, se não fosse dessa forma, os White Walkers chegariam do mesmo jeito.
Pois bem. Bran não estava preparado para realizar certas coisas sozinho e lidar com tanto conhecimento. Mas precisava ir embora daquele lugar e por isso houve uma “transferência” as pressas de informação do Corvo para o Bran. E aí ocorreu toda aquela sequência desesperadora. O Corvo morreu; o Verão morreu a toa (!!!!) só restou o Fantasma; e o personagem mais inocente de Westeros morreu sem ter feito absolutamente nada pra merecer isso.

É, o universo de GoT é cruel com todos e ninguém é poupado, muito menos os “bons”. Mas dá aquela dor no coração porque o Hodor que cuidou do Bran e permitiu com que ele tivesse alguma chance de chegar até aqui, sem nada em troca além de amor fraternal. Quando existe isso nesse universo tão hostil, todos se apegam como se não houvesse amanhã. E para Hodor não teve. :(

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Eu particularmente amei muito gostei do paradoxo temporal que foi criado ali. Houve um loop temporal em que existiam duas realidades paralelas e a existência de uma pessoa do futuro (Bran) que dependeu de uma ação feita por ela mesma no passado. Willys só virou Hodor porque Bran estava naquela situação entre realidade e visão simultaneamente e Hodor só estava ali porque Bran fez um dia aquilo com o Willys, mas Bran só estava ali porque Hodor teve os danos cerebrais que o incapacitaram de ter uma vida normal e assim acompanharia Bran e facilitaria que Bran entrasse na mente dele quando necessário.  É confuso, mas é o que acontece quando se visita o passado. Uma coisa só aconteceu porque a outra aconteceu e assim vai eternamente.

Aquele problema imenso ocorreu porque Bran ainda não estava pronto para lidar com duas realidades ao mesmo tempo e fez com que a pessoa dentro da visão ouvisse o chamado de fora, enquanto ela mesma estava com a mente tomada fora da visão (na outra realidade).

Naquela realidade, Hodor viveu pra segurar aquela porta, a existência dele foi condicionada para estar ali. Sem dúvida ver o Willys tendo uma possível convulsão foi cruel e aqueles cortes entre o Willys se contorcendo simultaneamente ao Hodor morrendo foi triste e desesperador, mas tecnicamente memorável para a série. E não bastasse isso, a pergunta que fica é aonde a Meera vai com o Bran e até onde eles conseguirão sobreviver sozinhos.

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Ninguém a princípio gosta de sofrer, mas se existe alguém que chega perto disso é o fã dessa série, que precisa lidar com perdas a todo instante. Perda de esperança, perda de personagens, perda de confiança em dias e pessoas melhores (no universo da série).

Depois de seguidos episódios com reencontros e gratas surpresas, voltamos a “programação normal” e isso não é ruim, mas exige de nós instantes pra se readaptar. Felizmente pra isso existe a compensação dos plot twist, revelações na trama e a beleza dos diálogos. Com isso, digo que foi um episódio muito bom, ainda que pequenas observações quanto à continuidade de algumas sequências possam ser feitas. Não há o que reclamar da consistência das respostas apresentadas. Esse meio do caminho percorrido na temporada foi muito satisfatório, mas, como é de se esperar, ao passo que algumas respostas são dadas, muitas perguntas novas surgem. E que venham os próximos domingos para descobrirmos se essas respostas de fato existem.