LOUCOS POR THE WALKING DEAD – THE GAME (REGRAS GERAIS)
Loucos Por The Walking Dead – The Game
{Resenha} Game of Thrones – The Door (S06E05)
Trailer estendido do último episódio da 11ª temporada de Supernatural
Trailer do último episódio da 4ª temporada de Arrow

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“Fazemos as pazes com os inimigos…”       

Estamos quase na metade da temporada, mas as transições nas tramas e o desenvolvimento dos planos dos personagens são ainda necessários e ditam o ritmo do episódio. Mas não é por isso que “Book of Stranger” seria menos interessante.

Confesso que tive bastante dificuldade para traçar uma relação clara entre o título do episódio, o conteúdo apresentado e as possíveis intenções nas entrelinhas da história. “Book of Stranger” se refere ao Livro do Estranho; este Estranho é uma das sete faces do deus da Fé dos Sete, que diz respeito ao aspecto do desconhecido e da morte. Inclusive, o Estranho é chamado de “Deus de muitas faces” pelos Homens Sem Rosto, dele devotos, mas, curiosamente, a Arya nem mesmo apareceu nesse episódio.

O Estranho representa o oculto, a morte e um suposto aspecto negativo do deus da Fé dos Sete. Sua representação é uma figura que não é propriamente humano e seu rosto está coberto e há caveiras em torno; esta face é uma figura renegada dos Sete pelos crentes dessa fé (que possui apenas um deus, mas com virtudes tão marcantes que é representado por elas quase que independente, como se fossem de fato Sete deuses, por isso “Fé dos Sete” ou “Novos Deuses”). Afinal, não parece muito natural para muitas culturas, inclusive em Westeros, que a face que represente a morte tenha muitos devotos, não?

Mas a questão que parece mais importante ressaltar é que o “Book of Stranger” não se refere, nesse título, ao livro em seu sentido literal, mas o estigma que o Estranho carrega. Ele é ignorado na fé e seus poucos devotos têm como função atividades fúnebres, tais como recolher e destinar os cadáveres ou, no caso dos Homens sem Rosto, de fazer com que cadáveres venham a existir. Podemos entender que o estranho aqui é aquilo contrário à normalidade, “bondade” e naturalidade das coisas

As outras faces são o Pai, a Mãe, o Ferreiro etc., e trazer o Estranho em evidência é subversivo e esquisito, pois é aquela parte que todos querem esconder e ignorar, mas indubitavelmente existe de uma forma ou de outra. Não são elementos que se deve necessariamente gostar, mas estão lá postos e algo precisa ser feito para mudá-los ou simplesmente aprender a conviver com isso. O Estranho é essa parte da vida envolta de mistério e/ou de tragédia.

O Universo de Game of Thrones nos mostra aquelas circunstâncias constantemente, mas nesse episódio a estranho foi posto a mostra de forma mais escancarada e desafiou as estruturas até então bem fincadas em Westeros e Essos. Cada núcleo se renovou de forma a mostrar a sua face oculta e as ações dos personagens vão intensificar as respectivas guerras a níveis até então não vistos.

WESTEROS

Muralha e o Norte

Afinal, Jon Snow não mudou após a morte. Não mudou em razão do ritual de ressurreição em si ao menos. Sua essência não mudou e ele continua sendo Jon Snow, suas memórias parecem não ter sido afetadas; seus sentimentos de cautela, medo e cansado são devidos ao trauma de ter sido traído pelos parceiros de Patrulha e a estranheza de ter voltado da morte, não se evidenciando as consequências mostradas no livro ou vividas por outros personagens que também passaram por esse ritual.

Happy news: não inventaram mais um desencontro dos irmãos Stark nessa série! Os fãs estavam agoniados (eu) com a possibilidade de Jon sair da Muralha antes da Sansa chegar, mas isso não aconteceu. Enfim um momento de amor fraternal e emocionante foi mostrado e, melhor ainda, com muita relevância para a trama. Um momento impecável, com ótimas atuações e muito amor envolvido! <3 eu chorei. Depois de anos sem verem um familiar sequer e Jon sem saber se ao menos algum irmão estava vivo, Sansa chega a Muralha com Brienne e Podrick e os irmãos Stark se reencontram.

Mas não foi só amor fraternal, houve também perdão (outra coisa rara em Westeros). Lembremos que, quando Ned ainda era Guardião do Norte e os Stark viviam normalmente em família, Sansa era apenas uma menina que queria ser uma lady, era mimada e ignorava Jon por ele ser bastardo. E Jon não ligava pra ela justamente por ela ser um tanto quanto boba e o destratava. Bem ilustrativo é o fato de que não há nenhuma fala entre eles na primeira temporada.

Mas a vida ensinou a eles que essas coisas são bobeira e que a família é o mais importante, independente de o irmão ser “bastardo” ou se erros foram cometidos por ignorância ou imaturidade. O que importa é o arrependimento sincero. Ter um ao outro naquele mundo hostil fará toda a diferença!

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Impossível não notar como a Sansa amadureceu e como ela se mostra alguém diferente de outros tempos. Não era de se esperar que ela agisse de outra forma no passado por inúmeras razões, mas fato é que ela foi fundamental para encorajar o Jon a seguir com a sua missão: assumir sua posição de único Guardião do Norte por direito. E não por que é interessante ou divertido guerrear ou reinar, mas porque essa é a única saída para um dia, quem sabe, viver com o mínimo de paz ou, simplesmente, não ser morto agora pelo Ramsey.

Sansa foi endurecida pelo sofrimento e a inocência se foi, infelizmente. Mas agora ela também está muito mais forte e tem um extinto de sobrevivência aflorado, mostra-se uma mulher decidida e uma potencial estrategista. Sem ela provavelmente Jon Snow não seria encorajado a continuar a batalha e se unir com os selvagens pelo Norte e, agora, também pela vida do irmão Rickon.

Naquela carta “come and see” o Ramsey chamou Jon de bastardo tantas vezes quanto o texto permitiu e a tensão naquela última sequência na Muralha foi muito interessante e instigante. Mas antes da tensão houve os olhares do Tormund para a Brienne e foi bem engraçado e bonitinho…quem sabe não sai um novo casal? Eu shippo xD

Ainda faltam uns 4 ou 5 episódios para a Batalha dos Bastardos e espero que até lá Jon consiga aliados nas Casas nortenhas e que Ramsey não esfole Rickon vivo.

No Castelo dos Bolton a Osha foi morta (como esperado) e pareceu uma morte sem propósito. Foi triste vê-la morrendo em razão de uma faquinha e um buraco na garganta jorrando sangue no chão…………..logo ela, uma selvagem sagaz, destemida e protetora. Mas Ramsey é Ramsey, né.

O que até então era estranho para as famílias de Westeros –ter Reis e Lordes bastardos, agora é uma realidade. O Norte está com o destino traçado nas mãos de dois bastardos, sendo um deles unido aos selvagens (considerados inimigos até então), ressuscitado e ex Lorde Comandante da Patrulha da Noite; e outro sanguinário que matou o próprio pai para se tornar Lorde Bolton, mesmo após tendo aquele o reconhecido como filho.

Vale de Arryn e Pyke

Petyr Baelish, nosso velho conhecido Mindinho, reapareceu depois de alguns episódios sumido. Lado bom? Ele conseguiu (sob a ameaça, mas conseguiu) um exercito comandado pelo Lorde Royce, para proteger Sansa do Ramsey e assim será um aliado de Jon Snow. Lado ruim? Nunca se sabe qual será seu próximo passo e o que ele é capaz de tramar, pois no final das contas ele é movido pelo seu próprio bem estar e nada mais. Se mostrou assustadoramente dissimulado e, como sempre, muito manipulador. Mas enquanto ele estiver disposto a proteger a Sansa (sem tentar se aproveitar dela em qualquer sentido), bom para os Stark mocinhos.

O Robin Arryn é um menino desequilibrado e minado, por isso extremamente instável. Dá medo o que pode acontecer quando ele descobrir que o “tio” matou a mãe dele, afinal, ele é o Lorde Arryn e pode simplesmente ordenar que Mindinho seja executado e que as tropas em favor de seus primos Stark sejam retiradas de pronto do fronte de batalha. O estranho aqui é a frieza do Mindinho, que trata Robin como o inocente que é e age como se não fosse responsável por tornar o menino um órfão.

Nas Ilhas de Ferro, o reencontro de Theon Greyjoy e sua irmã Yara foi bem satisfatório e sentimental na medida certa. Agora com o Kingsmoot próximo, o apoio de Theon para a irmã se tornar a rainha das Ilhas de Ferro pode ser importante. Algo impensado até então era ter uma mulher capitã comandando aquele lugar, mas agora há essa possibilidade. O Fedor, a coisa criada pelo Ramsey, está aos poucos dando lugar de volta ao Theon e isso é muito bom. Espero que ele tenha forças para lutar e se tornar o mais próximo possível do que já foi um dia como ser humano plenamente capaz e com personalidade.
Em algum momento Pyke voltará a se relacionar com as tramas da disputa do Trono de Ferro, os Greyjoy tem alguns personagens dos livros que podem aparecer em algum momento na série ou com a composição atual alguma coisa provavelmente acontecerá e esse núcleo interferirá na trajetória de outros personagens mais centrais.

http://i0.wp.com/r.fod4.com/s=h800,pd1/o=80/http://p.fod4.com/p/media/2e34500ac5/bgT35rm6TcuVbmrCRvMD_Theon_Is_Broken.jpg?resize=811%2C415 “I was broken”

Porto Real

Cersei parece enfim em uma trama relevante e um plano empolgante é mostrado em Porto Real. Mas é triste ver no que Jaime foi transformado na série! Ele virou uma sombra da Cercei e não faz mais nada de relevante além de apoiar Cersei, jurar fidelidade a ela pela vingança dos sobrinhos/filhos mortos e em invadir o Pequeno Conselho. Por outro lado, é muito interessante ver a dualidade da Cercei, de impiedosa, obstinada a manter sua família no poder, amargurada por não ter tido controle da sua vida e, ao mesmo tempo, doce e protetora com os filhos.

Mas, enfim, houve uma aliança entre os Tyrell e Lannisters e parece que, se tudo der certo, a Fé Militante está com os dias contados. Se odeiam, mas se unem pelo ódio ainda maior pelo Alto Pardal.

            O julgamento da Cersei está muito próximo e a condenação dela a morte é algo muito provável se o julgamento chegar a acontecer. Ainda, a caminhada da vergonha também será realizada pela Margaery se nada for feito e este foi um detalhe que muitos não tinham se atentado: o que aconteceu com Cersei, com Margaery também aconteceria ¯\_(ツ)_/¯ Então alguém, por favor, faça com que o Alto Pardal pare de dar aqueles discursos todos os episódios, porque as cenas dele são imensas e aquele testemunho dele ninguém mais aguenta desabafei. Ele é tão ganancioso e vaidoso quanto aqueles que possuem a Coroa de fato. Deixar com que Maergery visse seu irmão Loras foi uma demonstração de sagacidade e perversidade muito grande, pois sabia que aquilo poderia desestabilizar a rainha e o Loras fazendo-a confessar ou o próprio irmão fraco e completamente desmotivado o faria.

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“You are strong. You are the future of our house…”

            O Alto Pardal foi colocado pela Cersei, com autorização do Rei, ao posto de Alto Septão, que é a maior autoridade da Fé dos Sete. Justo os Lannisters, que estavam no cerne dos maiores escândalos da corte. Cavaram a própria cova pela sede de poder ao dar tanto espaço a Fé Militante, mas parece que as coisas voltarão a ser como antes, talvez.

ESSOS

Meereen

Tyrion aparece em sua melhor forma com a “abordagem diplomática” que lhe é comum e negocia a permanência da Daenerys na Baia dos Escravos sem os ataques dos Filhos da Harpia, mas a um alto custo: permitindo a escravidão por mais 7 anos. Esse é o estranho escancarado e horrível de se encarar. É compreensível que se tente chegar a uma negociação, sobretudo quando é uma questão tão delicada que envolve a cultura do local e não há poder suficiente para sufocar qualquer foco de escravidão, pois os senhores de escravos são realmente muito poderosos.

A economia e todos os costumes daquele lugar estão arraigados à prática da escravidão, isso é inegável. Mas e depois se existir alguma revolta, os responsáveis serão executados como Danaerys ordenou em outros tempos? E as lutas que foram permitidas de novo, eram horríveis também. Ser piedoso ou impiedoso é algo muito relativo. A única certeza é que 7 anos de escravidão para se adaptarem foi muito tempo…mas como Tyrion disse, ele não é “governante, quebrador de correntes”.

Temos um dilema quanto a paz e a extensão de significados dessa palavra. Acordos de paz sempre são muito delicados e nesse caso a diplomacia pode ter sido aparentemente eficaz, mas o lado mais fraco continuou a ser prejudicado. A célebre frase de Tyrion “fazemos as pazes com nossos inimigos, não com nossos amigos” é emblemática e sintetiza todo o drama dessa e de várias outras situações da história. Tyrion volta a se mostrar interessante, perspicaz e estratégico, mas ainda está em um terreno muito movediço entre a prudência e a vaidade.

Vaos Dothraki

Se você que estiver lendo essa análise leu o que eu escrevi sobre o episódio anterior, deve lembrar (ou eu te lembro agora) que eu falei que “Não resta muito para especular além de esperar que Jorah e Daario consigam concretizar o plano de milagrosamente resgatar “Dany”, caso contrário a melhor das hipóteses é ficar trancafiada em Vaes Dothrak com as viúvas de Khal.”. E, com felicidade, admito que errei. E ainda bem errei! Porque Daenerys não foi resgatada, ela mesma se salvou. E não apenas arquitetou tudo, como executou (com uma ajuda procedimental de Dario e Jorah para trancar a porta, sim) e sem o seu dragão.

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Daenerys estava em um núcleo parado e passou para outro sem muitas perspectivas de melhora que não viesse de um plano de fuja miraculoso, além de rememorar sentimentos de temporadas passadas. E ela mostrou que não está onde está apenas pelos dragões, mas porque ela está aprendendo com a vida, com os erros e tem talento para comandar e ser uma estrategista. Há quem diga que essa prática de queimar coisas lembra muito o Mad King, o pai dela. Ainda é cedo para dizer que ela será uma Mad Queen (se um dia for rainha), mas ela tem muito potencial para tornar-se uma líder incrível ou impiedosa e incendiária, sim.

Um detalhe importante a ressaltar é que nem todos os Targaryen são imunes ao fogo e, nos livros, nenhum é, nem mesmo Daenerys. Tanto no livro quanto na série todos os Targaryens são mais resistentes a altas temperaturas certamente, mas se queimam se expostos ao fogo; nos livros a Daenerys sobreviveu sem nenhum problema quando queimou os ovos de dragão na pira (mas os cabelos sim), por um momento excepcional, mágico, mas que não se repetiria. Na série ela é imune ao fogo completamente, inclusive o cabelo :D

A cena foi incrível e ainda que pareça uma repetição do que aconteceu na terceira temporada, não foi à toa muito menos um mero artifício para colocar um clímax banal no final do episódio. A pira da primeira temporada e a fogueira que ela fez com o templo da Dosh Khaleen nesse episódio pode ser o cumprimento de profecias transmitidas a Dany pelos Imortais – magos da Casa dos Imortais, da cidade de Quarth, onde ela foi à segunda temporada. Na série apareceram apenas duas visões e os Imortais foram representados apenas pelo Pyat Pree, mas nos livros há também um momento de profecias e uma delas dizia: “três fogueiras tem que acender…uma pela vida,uma pela morte e uma pelo amor…”. A fogueira pela vida pode ser a pira em que ela queimou o corpo de Khal Drogo, da feiticeira Mirr Mas Duur e onde seus ovos de dragão abriram; a fogueira pela morte foi esse episódio em que ela matou todos os Khal.

Daenerys pode ser, sim, o tal “garanhão que monta o mundo” da profecia dos Dothraki e não o filho dela como foi dito, até porque seria estranho para eles que uma mulher e uma estrangeira fosse a escolhida. Essa profecia é uma versão desse povo para a profecia do Príncipe Prometido ou Azor Ahai em Westeros (aquele que salvará o mundo dos Outros).

Agora Dany tem muitos grupos (Khalasar) ao seu comando, pois ela matou os respectivos Khal; ela tem um exército imenso ao seu favor e é maravilhosa e poderosíssima. Mas fica a dúvida: como fazer Dothraks atravessarem o mar para chegar até Westeros, se eles chamam o mar de “água venenosa” e tem verdadeiro pavor que beira a superstição contra navegar em alto mar? Agora temos que esperar para ver, mas as expectativas ficaram bem altas quanto ao futuro da Não-queimada e mais nova “queimadora de Khals”, segundo a internet. xD

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Este foi um episódio em que momentos chave da história foram mostrados e sem apelação de qualquer ordem foi capaz de prender a atenção do início ao fim. Mostrou os personagens em posições de domínio e demonstração de força, mas forçando a todos a encararem o lado estranho de todas as relações de poder, seja na forma de negociações improváveis, em personagens assumindo novos papéis e se redescobrindo ou em alianças obscuras que decidirão os rumos de toda a trama daqui em diante.

Finalmente a Neflix / Marvel ancunciaram que teremos a série do Justiceiro, e sem dúvidas será fodástica!!! agora bem que a Netflix podia anunciar a série do Deadpool também nê? imagina a putaria que ia rolar? hahaha

O canal TNT liberou a produção de uma temporada com 10 episódios de Contos da Cripta, baseado nos quadrinhos da EC Comics!

A nova versão de Contos da Cripta terá o mesmo formato de antologia e deve apresentar um novo e reformulado Crypt Keeper.

A série vai fazer parte do bloco de terror que a TNT está planejando para 2017, que pode contar ainda com Time of Death e Creatures (dois projetos que ainda estão em desenvolvimento e aguardam aprovação). SHOW DE BOLA!