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The North Remembers

O episódio do último domingo correspondeu ao legado dos episódios “9” das temporadas passadas e conseguiu ir além das expectativas, que estavam bem altas, diga-se de passagem.

Apenas relembrando, a morte de Ned Stark ocorreu no episódio nove da primeira temporada; na segunda temporada tivemos a Batalha de Blackwater (com a maior concentração de explosões por m² que essa série já proporcionou); na terceira temporada aconteceu o inesquecível (trágico, mas inesquecível) Casamento Vermelho; na quarta temporada tivemos a Batalha de Castle Black; na quinta temporada, bem, não foi sensacional como os outros “episódio nove” mas teve Daenerys montando e voando lindamente no Drogo pela primeira vez e o prêmio de pai do ano para Stannis permitindo a Shireen queimar na fogueira.

Agora, fomos presenteados com o encerramento digno de arcos dessa temporada de personagens com mais enfoque até momento, Daenerys e Jon Snow, a consolidação de uma das maiores transições de personagem que essa história já viu e, claro, a batalha mais incrível até então.

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Depois de passar por episódios “transição” contribuindo com pedaços das tramas, chegamos na parte das conclusões. Até porque, se não fosse agora, não seria nunca mais porque esse foi o penúltimo episódio da temporada rs.
O “Batalha dos Bastardos” tem um significado também simbólico que representa o resgate do orgulho, em todos os núcleos retratados, daqueles que perderam seus lugares por direito outrora usurpados, em razão da ganância ou maldade, sendo já antes bastardos ou agora vistos como bastardos pelos olhos do usurpador em razão da suposta falta de direitos ao trono. Claro que se estavam no trono (Os Targaryen em Westeros, Daenerys em Meereen, Greyjoy nas Ilhas de Ferro, Starks no Norte) um dia eles tiraram de alguém por alguma razão, boa ou não…mas isso já é outra história para outro momento de reflexão.

Uma série digna de respeito não precisa, ou não deveria, ficar matando gente toda a hora, jorrando sangue desnecessariamente ou ter reviravoltas a cada episódio, não, e quanto a isso Game of Thrones foi muito bem nessa temporada. Mas depois do episódio anterior aonde a Arya andando por Bravos de forma bem ingênua que não condiz com sua personalidade, desprotegida, depois correndo, lutando e fazendo coisas impossíveis com a barriga esfaqueada (!), precisávamos de uma episódio condizente com a genialidade e competência dos produtores e a inteligência do espectador, sem essas coisas que forçam a barra. E todos os percalços, dramas e até as coisas chatas até então tipo as chatisses com o Alto Pardal e suas cenas longuíssimas valeram a pena só por termos esse episódio!

MEEREEN

Daenerys voltou em meio ao ataque do Mestres da Bahia dos Escravos e chegou como se fosse provisão divina enviada pelo R’hllor respondendo orações da Kinvara (lembram do episódio 5?!), porque ô timing perfeito haha. Brincadeiras a parte, o núcleo de Meeren dessa vez foi muito empolgante e mostrou a razão de sua relevância na história!

A resolução desse impasse e traição (?) dos Mestres, após aquele duvidoso acordo de paz, foi satisfatória porque mostrou a importância definitiva do Tyrion na vida de Daenerys como rainha e como ela pretende por em prática seu plano. Quanto a participação de Tyrion, merece destaque a experiência (teórica) de governabilidade e pensamento estratégico e emser capaz de alerta-la dos genes da loucura real (alô Mad King pai!) que poderiam correr nas veias da Daenerys. Parece que a teoria da Mad Queen não vai se concretizar ainda bem porque Daenerys demonstrou ter noção dos limites que não pode ultrapassar, ainda que contra a sua estrita vontade inicial.

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Dessa vez conseguiram fazer tudo da forma que tinha que ser, as cenas e sequências necessárias para contar bem a história, sem enrolações ou sem jogar histórias mal explicadas. A chegada dos Dothraki, os três dragões enfim agindo em conjunto e Daenerys em pleno domínio do Drogo e controle das ações dos dragões como nunca antes visto. Como ela bem disse, seu reinado está apenas começando; nada será capaz de impedi-la de chegar a Westeros com força total, se auxiliada pelas pessoas certas e agora com navios. \o/

Os Greyjoy chegaram até Dany e fizeram o tal acordo. O acerto deles? não proporam o casamento a Daenerys como um condição. As Ilhas de Ferro não podem mais fazer as pilhagens e ataques a terra firme e esse acordo foi um dos mais interessantes justamente por mostrar o que se põe em jogo quando se quer recuperar o poder. Tradições são mudadas e regras flexibilizadas e ainda que seja para melhor (“a integridade dos Sete Reinos”, afinal ninguém fora eles gosta de pilhagens), se na prática os homens de ferro vão concordar e seguir a nova rainha Yara em razão disso sem o uso da força pela rainha, não dá pra saber. Naquele acordo há mais uma evidência de que Daenerys não seguirá os passos do pai, ao menos não convenientemente: ela e Yara concordam que têm em comum o fato de que seus pais foram péssimos reis e não estão dispostas a cometer os mesmos erros.

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WINTERFELL
E o esperado momento chegou. O Norte – a força, sim – se lembrou… e o Stark recuperaram o lugar de Guardiões do Norte e tiveram seu momento de vitória e regozijo depois de anos de seguidas desgraças.

Todo mundo (literalmente), de forma acertada, não cansou de falar que o episódio e essa Batalha dos Bastardos foi incrível e o melhor episódio da temporada. Tentarei sintetizar as razões disso em relação a batalha a seguir.
Mais do que em qualquer outra batalha, o fator humano e o campo das ideias e estratégias foram fundamentais. Não foi apenas o número do exército e o sangue derramado, mas os jogos mentais que Ramsay fez Jon jogar e a força moral de Sansa que fizeram tudo ser como foi. Houve muita morte, muito sangue, mas não só isso.

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Não foi surpresa Rickon morrer, mas aquela cena foi chocante, tomou todos pelo susto, quebrando a recém-criada e pequena esperança de um provável final feliz, tudo em questão de um segundo. Rickon poderia correr em zigue-zague e se salvar? para os memes da internet isso faz todo sentido, mas na história era evidente que Ramsay acertaria de qualquer jeito porque ele jamais se exibiria se não tivesse plena certeza de suas habilidades.
Aquela flecha acertou Jon simbolicamente e despertou aquele lado inconsequente de um homem que voltou da morte e dela não queria mais fugir. Aquela conversa com Melisandre e não querer ser ressuscitado diz muito sobre ele e ditou os rumos dessa guerra. Ele estava ali como se realmente fossem seus últimos momentos em vida e assim ficaria feliz se pudesse salvar a irmã e o Norte daquele monstro chamado Bolton. A flecha, Rickon e a pose de Ramsay naquele cavalo enquanto todos se matavam, nada mais foram um joguinho sádico que comprovava a fala da Sansa: Jon não conhecia o homem que nada mais fazia do que brincar muito bem com pessoas.

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Outra batalha memorável e até então a melhor pra mim e muitos fãs foi a Batalha de Hardhome, no 5×08, para além da Muralha, quando a Patrulha da Noite sob o comando de Jon Snow foi convencer os selvagens a irem para o sul e se depararam com o exército de White Walkers. Mas a Batalha dos Bastardos assumiu o posto de melhor batalha porque abordou o combate de uma forma muito original, com muita tensão e sob o enfoque mais pessoal dos personagens, sem deixar a desejar na ação. Hardhome teve um ritmo muito acelerado e foi pura adrenalina, enquanto a dos Bastardos trouxe técnicas de guerra mais apuradas sem qualquer possibilidade aparente de recuperação do exército Stark. Diferente de Hardhome, a solução fugir era absolutamente impossível.

Em Hardhome os efeitos especiais foram impecáveis e essenciais, enquanto nessa batalha atual quase tudo foi feito de verdade, com cenas feitas em take único, com cavalos reais correndo em direção ao ator e o desespero nos levou a situações desesperadoras e claustrofóbicas, figurativamente e literalmente também, vide a quase morte de Jon pisoteado e tantos outros planos de uma fotografia digna dos melhores prêmios.

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Foi uma guerra mostrada de perto em todos os sentidos do termo, extremamente ousada e de fazer o coração quase parar de tamanha angústia. A perspectiva de tempo foi alterada e corria lentamente antes do embate, quando apenas o som do trote dos cavalos e bandeiras ao vento eram notados, dando uma falsa sensação de calmaria que só piorava o pressentimento das pilhas de corpos que estariam por vir.
A batalha foi retratada de forma fiel a guerras reais que ocorreram no período da Idade Média, sendo a pilha de corpos um artifício comum nas batalhas, usadas como barreiras tal qual mostrado na tela. Da mesma forma aquela estratégia com os escudos e lanças, de referência romana.

Por instantes achei que Tormund tinha morrido, que Jon iria morrer a qualquer momento e que Ramsay ia fugir ileso. Mas the old gods and the new não permitiram tamanha tragédia, não dessa vez. Mas o melhor estava por vir: quem ganhou essa guerra foi a Sansa.

Os Stark voltaram para Winterfell, mas quem tomou o posto de rainha dos nossos corações do Norte, da Batalha dos Bastardos e da própria vida foi Sansa. Jon era otimista e valente, mas quase foi derrotado por seu sentimentalismo que gerou impaciência, uma vez que o número menor deles iria sim perder a guerra e não fosse a teimosia dele em não confiar nos alertas da irmã em esperar mais um dia, a guerra poderia ter sido muito menos dramática. Afinal, a intuitividade, perspicácia, coragem e proatividade de Sansa que fizeram os Stark ganharem, por intermédio do exército dos Arryn a comando do Mindinho…sempre ele…mas dessa vez ele nos proporcionou um dos momentos de maior alívio em toda a série. :)

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Jon não matou Ramsay com suas próprias mãos e aquele momento foi muito significativo para mostrar o caráter dele. Ramsay provou do próprio mal e chega a ser assustadora a forma como vibramos com a morte de alguém na história. Ainda que seja ficção, chega um momento que fica tão natural torcer pela morte de alguém não importando se for da forma mais dolorosa possível de morrer. Sim, Ramsay foi o mal em pessoa, ele não podia continuar a fazer o que fazia, precisava ser parado e pagar pelo o que fez de alguma forma, mas se hoje não aceitamos vingança com as próprias mãos, penas de morte e métodos cruéis de execução, por que na ficção é legítimo e moralmente aceitável ficarmos tão contentes? Talvez nisso resida a bênção e a maldição das ficções em relação aos sentimentos que nos despertam.

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A queda da bandeira Bolton em Winterfell ilustra bem a fala mais emblemática dessa nova Sansa que nos foi apresentada: “suas palavras vão desaparecer; sua casa vai desaparecer; seu nome vai desaparecer; todas as memórias sobre você vão desaparecer“.

Algum dia imaginaríamos aquele sorriso da Sansa ao presenciar uma cena daquelas, arquitetada por ela? Aquele sorriso demonstra não só o amadurecimento definitivo dela mas também a transição da personagem para nuances muito mais complexas. Talvez uma Sansa até mais amarga, vingativa e cruel, em um sentido negativo, esteja por vir.
De Sansa a Ramsay aos cachorros, podemos concluir que a pior vingança não é a morte, mas sim fazer alguém esquecido; que o maior que o medo de morrer é o medo de ser esquecido.

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Por momentos memoráveis para a trama e aos olhos, uma episódio com desfechos de conflitos longe de ter resoluções práticas tampouco rasas e personagens que respeitam sua trajetória e demonstram aperfeiçoamento pessoal com reflexos relevantes na história, Game of Thrones precisa mostrar uma season finale nada menos que sensacional para fazer jus a esse episódio que certamente entrará para a história da televisão.

– We needed to defend ourselves
– From who?
– From you. From men

Chegamos à metade da temporada e acredito que não poderíamos estar mais satisfeitos com o desempenho da série nessa temporada. Perfeição ou agradar a absolutamente todos, definitivamente não é possível. Mas Game of Thrones está conseguindo apresentar uma história consistente e momentos memoráveis, alcançando o nível de excelência que lhe é esperado; o mais importante nisso foi apresentar esse desempenho em uma nova fase que começou cheia de possíveis desconfianças, uma vez que a série agora tem apenas um norte narrativo e não mais uma base concreta como o livro.

“The Door” se mostrou o episódio que encerrou a construção da ponte que foi construída nos episódios anteriores e, assim, abriu uma nova porta de situações. Não se tratou apenas da tal porta que o Hodor precisou segurar, mas em mostrar a (s) porta (s) de todos os males para o mundo do Trono de Ferro.

Aquela porta aberta para uma frágil aliança que mistura o poder político com o religioso, levando a um possível cenário de desequilíbrio e autoritarismo; a porta da imaturidade; a porta dos White Walkers para o sul da Muralha (muito provavelmente); e do reconhecimento que o Homem, sempre ele, é o causador dos seus próprios problemas, porque insiste em não manter fechada a porta da ganância e do desejo de dominação ao próximo por meio da força.

A divisão geográfica será mantida para auxiliar na compreensão da análise e a ordem apresentada foi escolhida para que a ordem seja crescente em razão da importância do núcleo para o arco geral da temporada.

ESSOS

Bravos

Enfim Arya mostra um desenvolvimento no seu treinamento para ingressar na sociedade secreta dos Homem sem Rosto. Ainda assim houve muitas cenas do treinamento de luta (e como ela apanha, coitadinha) e essas partes poderiam ser menores, sim. Mas agora o interessante foi mostrar que ela está em um estágio do treinamento em que ela enxerga a real dimensão do que se propôs de fazer, pois não vai se limitar a matar aqueles a quem quer se vingar, e sim realizar aquilo para o que foi contratada, ainda que alguém “bom” seja a vítima.

E aquele teatro foi uma espécie de golpe dolorido e inesperado, mas proposital, para Arya, pois rememorou aquilo que aconteceu na primeira temporada. Nota-se que ela estava na mesma posição de expectadora de quando seu pai foi verdadeiramente executado. A historinha do teatro é a mera representação do que está no imaginário popular: Tyrion anão maldoso e repulsivo, Lannisters realeza virtuosa, Ned Stark honesto, pois bobo e ingênuo…a imagem manipulada que fica para aqueles que estão de fora dos círculos do poder. O povo sempre alienado da real situação em que vive.

Vaos Dothraki

Esse núcleo foi bem rápido, mas significativo. Daenerys, agora vestida como uma legítima Dothraki, não só perdoou Jorah como reconheceu a lealdade dele e se despediu com muito pesar. Foi bem tocante e a emoção e as lágrimas dela foram compreensíveis, não foi um “chororô” desnecessário não. Jorah era um elo da Dany com o início de sua trajetória e a lembrava do que era Westeros naquilo que ela não chegou a conhecer. Sem dúvida foi uma ruptura para a vida dela.

Ele dizer que a amava (bonitinho!) deve ter sido doloroso também para ela, pois, afinal, até a Mãe dos Dragões tem sentimentos e não gostaria de vê-lo sofrendo por um amor não correspondido. E ela sabe que é muito provável que ele não volte em razão da escamagris ter se espalhado a ponto de impedir que ele conviva em sociedade.

Meereen

Esse núcleo ultimamente vem sendo uma via de mão dupla em favor da paz e, agora, segurança: presenteia negociações bem sucedidas e perspicazes capitaneadas por Tyrion na sua melhor forma de estrategista, mas com alianças um tanto quanto suspeitas. Foi uma observação muito relevante do Tyrion em favor do futuro do reinado da Daenerys na Baía dos Escravos, mas se aliar a um Alto Sacerdote do Deus Vermelho (R’hllor) não pareceu um passo totalmente seguro, embora o único aparentemente disponível (ou o mais fácil?).

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Pode ser eficiente no sentido de espalhar a boa imagem da Rainha, pois a liderança religiosa é dotada de muita confiabilidade pelos fiéis; mas pode ser muito problemático se esse poder dado a “Primeira Serva do Deus da Luz” (ela é superior a Melisandre na hierarquia da fé do R’hllor) se transformar em uma chantagem ou um golpe de poder, se assemelhando ao o que aconteceu em Porto Real agora refém da Fé Militante. Talvez eles não intentem contra a Rainha e seus aliados, mas contra a liberdade religiosa do povo purificando-os literalmente com o fogo dos dragões…
Vamos aguardar e ver se Daenerys vai se beneficiar e concordar com a estratégia de transforma-la na provedora da segurança também pelas palavras dos sacerdotes vermelhos.

A Kinvara, nova Red Woman da série, acredita que a Daenerys é a escolhida na profecia do “Príncipe Prometido” e a ela caberis o Trono de Ferro. Já a Melisandre acredita que Jon Snow é a resposta da visão que ela viu no fogo e daquela profecia. Afinal, o R’hllor falou a verdade para qual das duas? (como sabemos, a interpretação das visões é algo muito incerto e pode ser condicionado pelos sentimentos do intérprete, pois as visões não são concretas tampouco absolutas).

WESTEROS

Norte/Muralha

O reencontro entre Mindinho e Sansa enfim ocorreu e com isso, para alguns (eu), uma surpresa: Sansa não aceitou aliança com Mindinho contra o Ramsay. Era de se esperar que ela estivesse completamente avessa ao perdão, porque era evidente que ele sabia o que poderia eventualmente acontecer com ela ou ele fora extremamente ingênuo e em ambas as hipóteses Sansa teria a razão de colocá-lo na lista negra de pessoas para não ter mais amizade. O que foi surpreendente foi ela recusar a ajuda militar dele, que ao menos nós espectadores sabíamos que existia.

O que eu e muitos esperávamos é que ela aceitaria ao menos o exército dele, como o mínimo de obrigação que caberia a ele como ex-protetor dela e agora com influências no Vale de Arryn. Sem perdão, apenas uma aliança temporária por um bem maior.

Entretanto, como pode ela ter confiado prontamente que o seu tio BlackFish teria de fato reunido um exército em Correrrio, nas terras dos Tully? Na hora eu não vi nenhum problema naquilo e até achei ótimo ele dar um palpite pra minimizar a inutilidade da existência desastrosa dele, mas depois eu pensei: será mesmo que Mindinho estava sendo sincero? Lembrando que BlackFish estava no Casamento Vermelho e saiu aleatoriamente do local antes do massacre, ou seja, ele pode sim estar vivo. Mas até que ponto a informação de que ele tem um exército é real, não sei.

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Outro ponto intrigante foi a Sansa mentir para o Jon. Aparentemente houve sim um reatar sincero entre os irmãos, mas será que Mindinho não a teria desestabilizado relembrando que Jon é o “meio-irmão”? Ou ela apenas o fez porque se Jon soubesse do Mindinho não admitiria a presença dele pelo Norte ou iria fazer uma aliança pelo valioso exército, coisa que Sansa jamais admitiria sem reclamar, causando um mal estar entre os irmãos em plena guerra? Há muitas possibilidades do que a levou mentir para o Jon, mas o fato é que esse arco nos trará boas surpresas.

Sansa está crescendo muito como pessoa e a cada episódio se mostra mais madura como personagem. Mas ela não tem experiência em Guerra (mas costura super bem e rápido! :D) e nisso o Davos será muito útil. #GoStarks

Pyke/Ilhas de Ferro

Surpreendentemente este núcleo proporcionou um dos melhores momentos de um episódio; acho que isso é algo inédito ou quase inédito na série. Que bonito momento Theon defendendo a irmã e a exaltando para ser a primeira rainha das Ilhas de Ferro. Não foi dessa vez, mas valeu esse momento de superação para Theon deixar os tempos de Fedor para trás.

A sequência com o ritual de coroação de rei do Trono de Sal (as Ilha de Ferro é uma espécie de rebeldes, não se submetem ao Trono de Ferro e intitulam seus líderes de “reis”) e a fuga de Yara e Theon foi incrível! A cerimônia na história dos livros é realmente estranha e o rei não passa de um candidato à coroa enquanto não voltar da “morte”, pois ele realmente se afoga naquele ritual, tal qual Euron ficou inconsciente por instantes. Afinal, estamos falando de uma coroação perante o Deus Afogado. ;)

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Euron Greyjoy apareceu de repente na série, mas ele é uma figura que já apareceu nos livros em momentos com mais protagonismo, no caso com a habilidade de domar dragões com um objeto que encontrou em suas viagens pelo mundo. Mas independente das mudanças na adaptação da história de uma mídia pra outra, o interessante aqui é ressaltar que um núcleo aparentemente irrelevante será de suma importância para o arco geral da história! Nenhum pedaço ou personagem é irrelevante e de tempos em tempos somos surpreendidos com alguma reviravolta sendo protagonizada por uma pessoa até então ignorada ou, inexistente na história (como o Euron Greyjoy).

Mas convenhamos que aquela circunstância da fuga da Yara e Theon foi meio estranha, pois, como eles arranjaram tanto aliados em tão pouco tempo? Eles perderam a “votação” para a coroa e isso deveria significar que os capitães seguiriam o rei vencedor do Kingsmoot. E como Euron fará TANTOS navios e em quanto tempo? Como ele vai alcançar Yara e Theon em tempo de chegarem em Essos atrás da Daenerys, também não sei. Contudo, ignorando esses detalhes (detalhes?) esse arco ficou bem mais interessante com a fuga e Euron interessado em apoiar Daenerys. ¯\_()_/¯

Além da Muralha

Nesse núcleo tivemos as revelações mais bombásticas dessa temporada, até então. Sim, tivemos o retorno de Jon Snow outrora, mas isso já era esperado ou, ao menos, almejado por 10 entre 10 fãs. Já a descoberta de que os Filhos da Floresta criaram os White Walkers não passava de uma pequeníssima especulação entre tantas teorias das Crônicas de Gelo e Fogo. Na verdade foi bem chocante para a maioria dos telespectadores. E o mais chocante é que a criação desses seres a partir do Rei da Noite – o primeiro White Walker foi um ato desesperado contra a invasão dos próprios Homens, no início da cronologia da história de Westeros.

No princípio havia os filhos da floresta em Westeros, que habitavam aquela região antes de chegarem os Primeiro Homens, dos quais os Stark descendem. Os filhos da floresta tinham conhecimentos milenares e as Árvores Coração hoje praticamente extintas (aquelas árvores brancas com folhas vermelhas) tinham um significado sagrado para aquele povo; entre eles também havia os videntes verdes, com habilidades que se assemelham ao o que o Bran está aprendendo a controlar. Os white walkers fizeram com que os videntes verdes fossem praticamente extintos.

Em curtíssima síntese, os Primeiros Homens entraram em guerra com os filhos da floresta, estavam cortando as árvores coração e dizimando esse povo; esse conflito perdurou por gerações.

A criação do White Walker causou efeitos jamais imaginados e fez com que o Inverno (A Longa Noite) chegasse (agora a série mostrou isso e não que o inverno que traz os White Walker) e nesse período, teria ocorrido um acordo de paz entre os filhos da floresta e os Homens para lutarem contra os White Walker; nisso, os filhos da floresta foram morar nas florestas afastadas e com o passar dos séculos eles foram considerados extintos. Da mesma forma que os White Walker foram considerados lenda pelas gerações posteriores. Até que, em torno de 8 mil anos depois, a lenda se mostrou equivocada pois passou a ser real.

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Na visão verde do Bran, sem a supervisão do Corvo, foi estabelecida uma conexão entre Bran e o Rei da Noite de tal modo que fez com que o feitiço que protegia a Caverna do Corvo de Três Olhos dos white Walkers fosse desfeito, permitindo com que estes identificassem onde estavam os últimos videntes verdes e filhos da floresta. Esse feitiço de proteção foi mostrado na 4ª temporada.

Mas eu acredito que, se não fosse dessa forma, os White Walkers chegariam do mesmo jeito.
Pois bem. Bran não estava preparado para realizar certas coisas sozinho e lidar com tanto conhecimento. Mas precisava ir embora daquele lugar e por isso houve uma “transferência” as pressas de informação do Corvo para o Bran. E aí ocorreu toda aquela sequência desesperadora. O Corvo morreu; o Verão morreu a toa (!!!!) só restou o Fantasma; e o personagem mais inocente de Westeros morreu sem ter feito absolutamente nada pra merecer isso.

É, o universo de GoT é cruel com todos e ninguém é poupado, muito menos os “bons”. Mas dá aquela dor no coração porque o Hodor que cuidou do Bran e permitiu com que ele tivesse alguma chance de chegar até aqui, sem nada em troca além de amor fraternal. Quando existe isso nesse universo tão hostil, todos se apegam como se não houvesse amanhã. E para Hodor não teve. :(

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Eu particularmente amei muito gostei do paradoxo temporal que foi criado ali. Houve um loop temporal em que existiam duas realidades paralelas e a existência de uma pessoa do futuro (Bran) que dependeu de uma ação feita por ela mesma no passado. Willys só virou Hodor porque Bran estava naquela situação entre realidade e visão simultaneamente e Hodor só estava ali porque Bran fez um dia aquilo com o Willys, mas Bran só estava ali porque Hodor teve os danos cerebrais que o incapacitaram de ter uma vida normal e assim acompanharia Bran e facilitaria que Bran entrasse na mente dele quando necessário.  É confuso, mas é o que acontece quando se visita o passado. Uma coisa só aconteceu porque a outra aconteceu e assim vai eternamente.

Aquele problema imenso ocorreu porque Bran ainda não estava pronto para lidar com duas realidades ao mesmo tempo e fez com que a pessoa dentro da visão ouvisse o chamado de fora, enquanto ela mesma estava com a mente tomada fora da visão (na outra realidade).

Naquela realidade, Hodor viveu pra segurar aquela porta, a existência dele foi condicionada para estar ali. Sem dúvida ver o Willys tendo uma possível convulsão foi cruel e aqueles cortes entre o Willys se contorcendo simultaneamente ao Hodor morrendo foi triste e desesperador, mas tecnicamente memorável para a série. E não bastasse isso, a pergunta que fica é aonde a Meera vai com o Bran e até onde eles conseguirão sobreviver sozinhos.

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Ninguém a princípio gosta de sofrer, mas se existe alguém que chega perto disso é o fã dessa série, que precisa lidar com perdas a todo instante. Perda de esperança, perda de personagens, perda de confiança em dias e pessoas melhores (no universo da série).

Depois de seguidos episódios com reencontros e gratas surpresas, voltamos a “programação normal” e isso não é ruim, mas exige de nós instantes pra se readaptar. Felizmente pra isso existe a compensação dos plot twist, revelações na trama e a beleza dos diálogos. Com isso, digo que foi um episódio muito bom, ainda que pequenas observações quanto à continuidade de algumas sequências possam ser feitas. Não há o que reclamar da consistência das respostas apresentadas. Esse meio do caminho percorrido na temporada foi muito satisfatório, mas, como é de se esperar, ao passo que algumas respostas são dadas, muitas perguntas novas surgem. E que venham os próximos domingos para descobrirmos se essas respostas de fato existem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Fazemos as pazes com os inimigos…”       

Estamos quase na metade da temporada, mas as transições nas tramas e o desenvolvimento dos planos dos personagens são ainda necessários e ditam o ritmo do episódio. Mas não é por isso que “Book of Stranger” seria menos interessante.

Confesso que tive bastante dificuldade para traçar uma relação clara entre o título do episódio, o conteúdo apresentado e as possíveis intenções nas entrelinhas da história. “Book of Stranger” se refere ao Livro do Estranho; este Estranho é uma das sete faces do deus da Fé dos Sete, que diz respeito ao aspecto do desconhecido e da morte. Inclusive, o Estranho é chamado de “Deus de muitas faces” pelos Homens Sem Rosto, dele devotos, mas, curiosamente, a Arya nem mesmo apareceu nesse episódio.

O Estranho representa o oculto, a morte e um suposto aspecto negativo do deus da Fé dos Sete. Sua representação é uma figura que não é propriamente humano e seu rosto está coberto e há caveiras em torno; esta face é uma figura renegada dos Sete pelos crentes dessa fé (que possui apenas um deus, mas com virtudes tão marcantes que é representado por elas quase que independente, como se fossem de fato Sete deuses, por isso “Fé dos Sete” ou “Novos Deuses”). Afinal, não parece muito natural para muitas culturas, inclusive em Westeros, que a face que represente a morte tenha muitos devotos, não?

Mas a questão que parece mais importante ressaltar é que o “Book of Stranger” não se refere, nesse título, ao livro em seu sentido literal, mas o estigma que o Estranho carrega. Ele é ignorado na fé e seus poucos devotos têm como função atividades fúnebres, tais como recolher e destinar os cadáveres ou, no caso dos Homens sem Rosto, de fazer com que cadáveres venham a existir. Podemos entender que o estranho aqui é aquilo contrário à normalidade, “bondade” e naturalidade das coisas

As outras faces são o Pai, a Mãe, o Ferreiro etc., e trazer o Estranho em evidência é subversivo e esquisito, pois é aquela parte que todos querem esconder e ignorar, mas indubitavelmente existe de uma forma ou de outra. Não são elementos que se deve necessariamente gostar, mas estão lá postos e algo precisa ser feito para mudá-los ou simplesmente aprender a conviver com isso. O Estranho é essa parte da vida envolta de mistério e/ou de tragédia.

O Universo de Game of Thrones nos mostra aquelas circunstâncias constantemente, mas nesse episódio a estranho foi posto a mostra de forma mais escancarada e desafiou as estruturas até então bem fincadas em Westeros e Essos. Cada núcleo se renovou de forma a mostrar a sua face oculta e as ações dos personagens vão intensificar as respectivas guerras a níveis até então não vistos.

WESTEROS

Muralha e o Norte

Afinal, Jon Snow não mudou após a morte. Não mudou em razão do ritual de ressurreição em si ao menos. Sua essência não mudou e ele continua sendo Jon Snow, suas memórias parecem não ter sido afetadas; seus sentimentos de cautela, medo e cansado são devidos ao trauma de ter sido traído pelos parceiros de Patrulha e a estranheza de ter voltado da morte, não se evidenciando as consequências mostradas no livro ou vividas por outros personagens que também passaram por esse ritual.

Happy news: não inventaram mais um desencontro dos irmãos Stark nessa série! Os fãs estavam agoniados (eu) com a possibilidade de Jon sair da Muralha antes da Sansa chegar, mas isso não aconteceu. Enfim um momento de amor fraternal e emocionante foi mostrado e, melhor ainda, com muita relevância para a trama. Um momento impecável, com ótimas atuações e muito amor envolvido! <3 eu chorei. Depois de anos sem verem um familiar sequer e Jon sem saber se ao menos algum irmão estava vivo, Sansa chega a Muralha com Brienne e Podrick e os irmãos Stark se reencontram.

Mas não foi só amor fraternal, houve também perdão (outra coisa rara em Westeros). Lembremos que, quando Ned ainda era Guardião do Norte e os Stark viviam normalmente em família, Sansa era apenas uma menina que queria ser uma lady, era mimada e ignorava Jon por ele ser bastardo. E Jon não ligava pra ela justamente por ela ser um tanto quanto boba e o destratava. Bem ilustrativo é o fato de que não há nenhuma fala entre eles na primeira temporada.

Mas a vida ensinou a eles que essas coisas são bobeira e que a família é o mais importante, independente de o irmão ser “bastardo” ou se erros foram cometidos por ignorância ou imaturidade. O que importa é o arrependimento sincero. Ter um ao outro naquele mundo hostil fará toda a diferença!

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Impossível não notar como a Sansa amadureceu e como ela se mostra alguém diferente de outros tempos. Não era de se esperar que ela agisse de outra forma no passado por inúmeras razões, mas fato é que ela foi fundamental para encorajar o Jon a seguir com a sua missão: assumir sua posição de único Guardião do Norte por direito. E não por que é interessante ou divertido guerrear ou reinar, mas porque essa é a única saída para um dia, quem sabe, viver com o mínimo de paz ou, simplesmente, não ser morto agora pelo Ramsey.

Sansa foi endurecida pelo sofrimento e a inocência se foi, infelizmente. Mas agora ela também está muito mais forte e tem um extinto de sobrevivência aflorado, mostra-se uma mulher decidida e uma potencial estrategista. Sem ela provavelmente Jon Snow não seria encorajado a continuar a batalha e se unir com os selvagens pelo Norte e, agora, também pela vida do irmão Rickon.

Naquela carta “come and see” o Ramsey chamou Jon de bastardo tantas vezes quanto o texto permitiu e a tensão naquela última sequência na Muralha foi muito interessante e instigante. Mas antes da tensão houve os olhares do Tormund para a Brienne e foi bem engraçado e bonitinho…quem sabe não sai um novo casal? Eu shippo xD

Ainda faltam uns 4 ou 5 episódios para a Batalha dos Bastardos e espero que até lá Jon consiga aliados nas Casas nortenhas e que Ramsey não esfole Rickon vivo.

No Castelo dos Bolton a Osha foi morta (como esperado) e pareceu uma morte sem propósito. Foi triste vê-la morrendo em razão de uma faquinha e um buraco na garganta jorrando sangue no chão…………..logo ela, uma selvagem sagaz, destemida e protetora. Mas Ramsey é Ramsey, né.

O que até então era estranho para as famílias de Westeros –ter Reis e Lordes bastardos, agora é uma realidade. O Norte está com o destino traçado nas mãos de dois bastardos, sendo um deles unido aos selvagens (considerados inimigos até então), ressuscitado e ex Lorde Comandante da Patrulha da Noite; e outro sanguinário que matou o próprio pai para se tornar Lorde Bolton, mesmo após tendo aquele o reconhecido como filho.

Vale de Arryn e Pyke

Petyr Baelish, nosso velho conhecido Mindinho, reapareceu depois de alguns episódios sumido. Lado bom? Ele conseguiu (sob a ameaça, mas conseguiu) um exercito comandado pelo Lorde Royce, para proteger Sansa do Ramsey e assim será um aliado de Jon Snow. Lado ruim? Nunca se sabe qual será seu próximo passo e o que ele é capaz de tramar, pois no final das contas ele é movido pelo seu próprio bem estar e nada mais. Se mostrou assustadoramente dissimulado e, como sempre, muito manipulador. Mas enquanto ele estiver disposto a proteger a Sansa (sem tentar se aproveitar dela em qualquer sentido), bom para os Stark mocinhos.

O Robin Arryn é um menino desequilibrado e minado, por isso extremamente instável. Dá medo o que pode acontecer quando ele descobrir que o “tio” matou a mãe dele, afinal, ele é o Lorde Arryn e pode simplesmente ordenar que Mindinho seja executado e que as tropas em favor de seus primos Stark sejam retiradas de pronto do fronte de batalha. O estranho aqui é a frieza do Mindinho, que trata Robin como o inocente que é e age como se não fosse responsável por tornar o menino um órfão.

Nas Ilhas de Ferro, o reencontro de Theon Greyjoy e sua irmã Yara foi bem satisfatório e sentimental na medida certa. Agora com o Kingsmoot próximo, o apoio de Theon para a irmã se tornar a rainha das Ilhas de Ferro pode ser importante. Algo impensado até então era ter uma mulher capitã comandando aquele lugar, mas agora há essa possibilidade. O Fedor, a coisa criada pelo Ramsey, está aos poucos dando lugar de volta ao Theon e isso é muito bom. Espero que ele tenha forças para lutar e se tornar o mais próximo possível do que já foi um dia como ser humano plenamente capaz e com personalidade.
Em algum momento Pyke voltará a se relacionar com as tramas da disputa do Trono de Ferro, os Greyjoy tem alguns personagens dos livros que podem aparecer em algum momento na série ou com a composição atual alguma coisa provavelmente acontecerá e esse núcleo interferirá na trajetória de outros personagens mais centrais.

http://i0.wp.com/r.fod4.com/s=h800,pd1/o=80/http://p.fod4.com/p/media/2e34500ac5/bgT35rm6TcuVbmrCRvMD_Theon_Is_Broken.jpg?resize=811%2C415 “I was broken”

Porto Real

Cersei parece enfim em uma trama relevante e um plano empolgante é mostrado em Porto Real. Mas é triste ver no que Jaime foi transformado na série! Ele virou uma sombra da Cercei e não faz mais nada de relevante além de apoiar Cersei, jurar fidelidade a ela pela vingança dos sobrinhos/filhos mortos e em invadir o Pequeno Conselho. Por outro lado, é muito interessante ver a dualidade da Cercei, de impiedosa, obstinada a manter sua família no poder, amargurada por não ter tido controle da sua vida e, ao mesmo tempo, doce e protetora com os filhos.

Mas, enfim, houve uma aliança entre os Tyrell e Lannisters e parece que, se tudo der certo, a Fé Militante está com os dias contados. Se odeiam, mas se unem pelo ódio ainda maior pelo Alto Pardal.

            O julgamento da Cersei está muito próximo e a condenação dela a morte é algo muito provável se o julgamento chegar a acontecer. Ainda, a caminhada da vergonha também será realizada pela Margaery se nada for feito e este foi um detalhe que muitos não tinham se atentado: o que aconteceu com Cersei, com Margaery também aconteceria ¯\_(ツ)_/¯ Então alguém, por favor, faça com que o Alto Pardal pare de dar aqueles discursos todos os episódios, porque as cenas dele são imensas e aquele testemunho dele ninguém mais aguenta desabafei. Ele é tão ganancioso e vaidoso quanto aqueles que possuem a Coroa de fato. Deixar com que Maergery visse seu irmão Loras foi uma demonstração de sagacidade e perversidade muito grande, pois sabia que aquilo poderia desestabilizar a rainha e o Loras fazendo-a confessar ou o próprio irmão fraco e completamente desmotivado o faria.

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“You are strong. You are the future of our house…”

            O Alto Pardal foi colocado pela Cersei, com autorização do Rei, ao posto de Alto Septão, que é a maior autoridade da Fé dos Sete. Justo os Lannisters, que estavam no cerne dos maiores escândalos da corte. Cavaram a própria cova pela sede de poder ao dar tanto espaço a Fé Militante, mas parece que as coisas voltarão a ser como antes, talvez.

ESSOS

Meereen

Tyrion aparece em sua melhor forma com a “abordagem diplomática” que lhe é comum e negocia a permanência da Daenerys na Baia dos Escravos sem os ataques dos Filhos da Harpia, mas a um alto custo: permitindo a escravidão por mais 7 anos. Esse é o estranho escancarado e horrível de se encarar. É compreensível que se tente chegar a uma negociação, sobretudo quando é uma questão tão delicada que envolve a cultura do local e não há poder suficiente para sufocar qualquer foco de escravidão, pois os senhores de escravos são realmente muito poderosos.

A economia e todos os costumes daquele lugar estão arraigados à prática da escravidão, isso é inegável. Mas e depois se existir alguma revolta, os responsáveis serão executados como Danaerys ordenou em outros tempos? E as lutas que foram permitidas de novo, eram horríveis também. Ser piedoso ou impiedoso é algo muito relativo. A única certeza é que 7 anos de escravidão para se adaptarem foi muito tempo…mas como Tyrion disse, ele não é “governante, quebrador de correntes”.

Temos um dilema quanto a paz e a extensão de significados dessa palavra. Acordos de paz sempre são muito delicados e nesse caso a diplomacia pode ter sido aparentemente eficaz, mas o lado mais fraco continuou a ser prejudicado. A célebre frase de Tyrion “fazemos as pazes com nossos inimigos, não com nossos amigos” é emblemática e sintetiza todo o drama dessa e de várias outras situações da história. Tyrion volta a se mostrar interessante, perspicaz e estratégico, mas ainda está em um terreno muito movediço entre a prudência e a vaidade.

Vaos Dothraki

Se você que estiver lendo essa análise leu o que eu escrevi sobre o episódio anterior, deve lembrar (ou eu te lembro agora) que eu falei que “Não resta muito para especular além de esperar que Jorah e Daario consigam concretizar o plano de milagrosamente resgatar “Dany”, caso contrário a melhor das hipóteses é ficar trancafiada em Vaes Dothrak com as viúvas de Khal.”. E, com felicidade, admito que errei. E ainda bem errei! Porque Daenerys não foi resgatada, ela mesma se salvou. E não apenas arquitetou tudo, como executou (com uma ajuda procedimental de Dario e Jorah para trancar a porta, sim) e sem o seu dragão.

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Daenerys estava em um núcleo parado e passou para outro sem muitas perspectivas de melhora que não viesse de um plano de fuja miraculoso, além de rememorar sentimentos de temporadas passadas. E ela mostrou que não está onde está apenas pelos dragões, mas porque ela está aprendendo com a vida, com os erros e tem talento para comandar e ser uma estrategista. Há quem diga que essa prática de queimar coisas lembra muito o Mad King, o pai dela. Ainda é cedo para dizer que ela será uma Mad Queen (se um dia for rainha), mas ela tem muito potencial para tornar-se uma líder incrível ou impiedosa e incendiária, sim.

Um detalhe importante a ressaltar é que nem todos os Targaryen são imunes ao fogo e, nos livros, nenhum é, nem mesmo Daenerys. Tanto no livro quanto na série todos os Targaryens são mais resistentes a altas temperaturas certamente, mas se queimam se expostos ao fogo; nos livros a Daenerys sobreviveu sem nenhum problema quando queimou os ovos de dragão na pira (mas os cabelos sim), por um momento excepcional, mágico, mas que não se repetiria. Na série ela é imune ao fogo completamente, inclusive o cabelo :D

A cena foi incrível e ainda que pareça uma repetição do que aconteceu na terceira temporada, não foi à toa muito menos um mero artifício para colocar um clímax banal no final do episódio. A pira da primeira temporada e a fogueira que ela fez com o templo da Dosh Khaleen nesse episódio pode ser o cumprimento de profecias transmitidas a Dany pelos Imortais – magos da Casa dos Imortais, da cidade de Quarth, onde ela foi à segunda temporada. Na série apareceram apenas duas visões e os Imortais foram representados apenas pelo Pyat Pree, mas nos livros há também um momento de profecias e uma delas dizia: “três fogueiras tem que acender…uma pela vida,uma pela morte e uma pelo amor…”. A fogueira pela vida pode ser a pira em que ela queimou o corpo de Khal Drogo, da feiticeira Mirr Mas Duur e onde seus ovos de dragão abriram; a fogueira pela morte foi esse episódio em que ela matou todos os Khal.

Daenerys pode ser, sim, o tal “garanhão que monta o mundo” da profecia dos Dothraki e não o filho dela como foi dito, até porque seria estranho para eles que uma mulher e uma estrangeira fosse a escolhida. Essa profecia é uma versão desse povo para a profecia do Príncipe Prometido ou Azor Ahai em Westeros (aquele que salvará o mundo dos Outros).

Agora Dany tem muitos grupos (Khalasar) ao seu comando, pois ela matou os respectivos Khal; ela tem um exército imenso ao seu favor e é maravilhosa e poderosíssima. Mas fica a dúvida: como fazer Dothraks atravessarem o mar para chegar até Westeros, se eles chamam o mar de “água venenosa” e tem verdadeiro pavor que beira a superstição contra navegar em alto mar? Agora temos que esperar para ver, mas as expectativas ficaram bem altas quanto ao futuro da Não-queimada e mais nova “queimadora de Khals”, segundo a internet. xD

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Este foi um episódio em que momentos chave da história foram mostrados e sem apelação de qualquer ordem foi capaz de prender a atenção do início ao fim. Mostrou os personagens em posições de domínio e demonstração de força, mas forçando a todos a encararem o lado estranho de todas as relações de poder, seja na forma de negociações improváveis, em personagens assumindo novos papéis e se redescobrindo ou em alianças obscuras que decidirão os rumos de toda a trama daqui em diante.

O terceiro episódio da sexta temporada de Game of Thrones foi intitulado de “Oathbreaker”, que pode ser traduzido como uma expressão para se referir a quem comete perjúrio, falso testemunho ou a um “não cumpridor de promessas”. E por que é importante ressaltar essa informação? Porque uma análise mais apurado do episódio mostra que seu título e as histórias nele retratadas cumprem por relembrar neste recomeço da série – em vias de desfecho com poucas temporadas por vir – que qualquer indivíduo está sujeito a não cumprir com sua palavra, seja por desonestidade ou pura ganância, seja em razão de um coração virtuoso cheio de boas intenções, que coloca sua palavra para trás em função de um bem maior.

A guerra pelo Trono de Ferro de Westeros é o resultado de inúmeras promessas não cumpridas e, dia após dia muitos dos personagens insistem (para o bem da trama, ainda bem, não?), em não cumprir com a sua palavra, como especialmente foi mostrado neste episódio.

A série está indo muito bem com a construção da trama, agora sem a publicação oficial dos livros para se basear. Digo “publicação oficial”, pois, ainda que os detalhes da história agora sejam de responsabilidade dos showrunners da série, é de conhecimento público que George R. R. Martin já contou o final dos livros para os roteiristas e estes deveriam, em tese, criar uma história inédita sem se distanciar da essência da saga. E assim vem sendo.

O terceiro episódio teve a missão ingrata de responder à alta expectativa do telespectador depois de um episódio muito empolgante e tenso como foi o anterior. Certamente não tem cliffhangers de tirar o fôlego tal qual a ressurreição de Jon Snow mas, ainda que tenha sido um episódio mais calmo, presenteou os fãs com aparições há muito esperadas e de forma sutil conseguiu ser surpreendente com o retorno de personagens até então sumidos.

Para uma análise mais coerente dos acontecimentos, não será seguida a ordem cronológica das cenas, mas dos núcleos por território e relevância na trama do episódio. Contém muitos spoilers e teorias. Siga com por sua conta em risco ;)

MURALHA

Ainda não é possível saber se o Jon Snow é o mesmo na sua personalidade, espírito ou aspirações; voltar do mundo dos mortes no universo de Game of Thrones, como explicado nos livros e demonstrado na terceira temporada da série quando um Sacerdote Vermelho ressuscita um membro da Irmandade sem Bandeiras, faz com que a pessoa esqueça memórias de sua vida anterior a morte, fiquem as cicatrizes do ferimento de morte e que parte da sua personalidade e energia vital se perdem, juntamente com suas memórias afetivas e essência da pessoa, se transformando em um ser humano no mesmo corpo, mas possivelmente com algum aspecto da pessoa pode mudar, se transformar ou se perder. Esses detalhes foram ressaltados pelo autor em entrevistas, inclusive.

Na série não sabemos se haverá esse preciosismo para mudar a personalidade da personagem e tornar a trama ainda mais complexa, mas nos livros essas transformações foram notadas e incisivas.

Ao retornar o fôlego de vida, foi mostrado um Jon Snow muito confuso, assustado, perplexo por ter sido traído em razão de seguir suas convicções por honra e, por isso, estava possivelmente frustrado. Se com sede vingança ou ânsia pelo poder de Winterfell, ainda não sabemos. Jon parece ter mudado de alguma forma, só não sabemos ainda se por reflexo do ritual de volta dos mortos ou por uma reviravolta (natural, afinal era para ele estar morto) que o fez rever os rumos de sua vida e suas convicções, sem que tenha mudado sua essência de bom moço e honrado tal qual Ned Stark fora um dia.

Ter condenado seus assassinos a forca, incluindo o Olly, uma criança movida pelo ódio do seu meio, pode trazer o questionamento se o antigo Jon agiria daquela forma ou até mesmo em que medida chegou a se sentir mal em ter que cumprir com aquela dura função.

Quanto a quebra da promessa e a reviravolta: deixar o manto de Lorde Comandante da Muralha para Edd Doloroso e quebrar seus votos da Patrulha da Noite, indo embora de Castle Black, o tornaria um desertor? Afinal, os votos são válidos até o findar da vida e até então nenhum dos corvos teria voltado dos mortos. É possível interpretar que a missão de Jon foi sim cumprida em vida, não havendo mais compromissos para com a Patrulha, será?

SAM TARLY

Sam e Guilly tiveram uma sequência simpática, apesar do inconveniente mal-estar de Sam no navio a caminho da Cidadela para ser um Meister. Como é de costume quando se trata desses dois personagens, foi mostrada muita cumplicidade entre eles, que se consideram agora uma família com o bebê Sam. Mas não teve como não notar uma certa mudança rápida demais na personalidade e aprendizado da Guilly: uma menina até então da floresta, insegura e inocente que nunca tinha visto outros lugares e outras pessoas, ao saber que iria para um lugar novo sozinha com o bebê, sem o Sam, se manteve muito segura e independente, dando inclusive suporte para o Sam. Tamanho desenvolvimento e amadurecimento da personagem em tão pouco tempo pode ter sido um exagero na dose de otimismo dessa sequência.

MEEREEN

Meereen não empolgou, mas é compreensível que o momento é de transição e estruturação de algo grande que está por vir. Mas convenhamos que aquilo que Varys descobriu sobre os inimigos de Daenerys não foi nada que os espectadores já não esperavam: quem financiou os Filhos da Harpia foram os “bons mestres de Astapor e os Sábios Mestres de Yunkai, com a ajuda dos amigos de Volantis”.

Entretanto, houve um momento de aquecer os corações não foi trocadilho pelos dragões, com um momento que pode se mostrar chave na história (a relação de Tyrion com os dragões levanta muitas teorias na história), mas também pode ser uma cena de presente aos fãs, sobretudo aqueles dos livros.

A história impressa deu mais detalhes, ao contrário da série que não se ateve às características do crescimento das personagens, sobre a devoção de Tyrion pelos dragões desde a sua infância, que os estudava nos livros e até mesmo sonhava com os animais, que cresceu achando que estavam extintos e que achava que jamais viria a conhecer. Aquele relato foi fiel a excerto do livro. Tocante,  aquela cena também cumpriu por mostrar que os dragões são sim muito inteligentes, sensíveis e sentimentais. Isso pode ser um trunfo a Rainha dos Dragões e seus amigos, mas também pode ser um risco, pois uma vez perdida a conexão com o dragão enquanto eles permitem, ele podem se virar contra ela, afinal, são animais selvagens e precisam de muito espaço.

VAES DOTHRAK

Destaque dessa parte em que Daenerys aparece foram as conversas no idioma Dothraki e o retorno a cenários mostrados na primeira temporada. Esse resgate de lugares já conhecidos da história traz certo saudosismo e remete a muitas lembranças saudades Khal Drogo. Não resta muito para especular além de esperar que Jorah e Daario consigam concretizar o plano de milagrosamente resgatar “Dany”, caso contrário a melhor das hipóteses é ficar trancafiada em Vaes Dothrak com as viúvas de Khal. E se ficar por lá, além de perder o Trono de Westeros, a vida não será muito boa, pois as viúvas não parecem estar dispostas a tornar a vida de “Dany” agradável, pois evidentemente não gostaram da aventura da ex Khaleesi pelo mundo, que fugiu do seu “dever” de isolamento e luto.

PORTO REAL

Porto real mostra-se ainda perdida, não só quanto a vida dos personagens – como era esperado –, mas quanto a forma de contar a história. Cenas arrastadas, lentas, sem muito propósito, que não empolgam e com assuntos repetidos. Igualmente a Meereen, momentos importantes estão por vir, mas em Porto Real a história parece estar se desenvolvendo de uma forma ainda mais lenta e os diálogos não parecem tão pertinentes quanto das temporadas anteriores. Novamente mostrou uma Cercei enlutada e com sede de vingança por aqueles que comentam sobre sua Walk of Shame, mas sem objetivos claros para seguir em frente, bem como o Jaime.  

          O retorno de Olenna Tyrell foi interessante e talvez seja um indício de que daqui para frente a trama vai começar a se desenrolar. A ingenuidade de Tommen não é um problema em si e ele tem o mérito de tentar ser um bom Rei e ser sensível às necessidades do que estão em torno, apesar do histórico de egocentrismo e ganância de sua família. O condenável, ao que parece, é a impressionante e fria capacidade de manipulação do Alto Pardal. Tommen é muito novo e tem um peso muito maior que alguém com tão pouca idade deve suportar. Se Tommen não voltar a ser bem assessorado, pode levar a Coroa a ruína e deixar só um dos “pilares gêmeos do mundo”, a Fé, em pé.   

OS STARK

          Por fim, mas definitivamente não menos importante, os pequenos Stark. Esse episódio foi um verdadeiro resgate das lembranças da família Stark. Os caçulas da família, a esperança de uma não extinção do legado dos Protetores do Norte, foram reintroduzidos na história com vigor e parecem como elementos chave para os desfechos das tramas.

Arya finalmente mostrou progressos na sua história e parece ter avançado muito no seu treinamento para se transformar em um “homem sem rosto”, na cidade de Braavos, no templo do Deus de Muitas Faces, localizada na Casa do Preto e do Branco.

Na verdade agora a Arya pode integrar essa sociedade secreta, que é composta pelos “Homens sem Rosto” que nada mais são do que os melhores e mais caros assassinos do universo de Game of Thrones. Agora ela está prestes a ficar habilitada para cumprir com a listinha de pessoas juradas de morte e vingança…desde que ela se desfaça da sua identidade e de quem era, mas nota-se que até então ela não descartou sua espada Agulha, que continua escondida. Notícia boa: Arya não está mais cega, fazia parte do treinamento \o/

Um momento muito surpreendente do episódio foi o retorno do Rickon, o caçula Stark. Isso não era especulado por ninguém. Infelizmente foi entregue pelo Lorde Umber ao personificação do mal Ramsey Bolton e ainda que haja muitas vantagens em manter o Rickon vivo, pode ser que o menino não saia totalmente ileso, pois sabe-se que Ramsey sabe bem como machucar alguém. A selvagem Osha provavelmente não terá a mesma sorte e o sofrimento é certo dado o histórico.

Aquela cabeça de lobo estava muito pequena para ser do Cão Felpudo, podendo ser de outro lobo para passar uma falsa garantia de lealdade de Lorde Umber ao Ramsey.

Pode ser que o Lorde Umber esteja tramando algo em favor dos Stark, pois a história que ele conta ao Ramsey não condiz com a realidade dos fatos (Jon Snow não está liderando um exército e indo para o sul com selvagens), contudo, esses podem ser os boatos que ele ouviu, acreditou e esteja mesmo sendo verdadeiro, talvez por ver que o ex bastardo não tem escrúpulos, nem mesmo poupou o próprio pai. Não se sabe as reais razões. Certo é: não serem mais leais aos Stark e apoiar os Bolton para ter o controle de Winterfell em desfavor dos Stark parece um tanto quanto suspeito dado o histórico das famílias do Norte. Entretanto, não há nenhuma certeza nesse momento, apenas especulações. A Batalha dos Bastardos está próxima e ter um Lorde Stark dentro do castelo dos Bolton pode ser algo decisivo para Ramsey, da mesma forma que os Umber podem estar tramando uma falsa lealdade aos Bolton e mudar de lado na hora da Batalha pode ser decisivo para Jon Snow nessa batalha tão importante.

Já Bran, que retornou depois de muito tempo igual ao irmão Rickon, parece ter uma participação chave dessa temporada e fase final das Crônicas de Gelo e Fogo, ao menos na TV. Todo esse tempo que não apareceu presume-se que estava em treinamento naquela caverna para se tornar um Vidente Verde, sob os cuidados e ensinamento do Corvo de Três Olhos (nessa temporada com outro ator).

Aquela cena se tratou de uma visão verde, de um momento no passado. A importância daquela belíssima cena de batalha em frente a torre, chamada de “Torre da Alegria”, é crucial, pois ali foi o momento em que Ned Stark e seus amigos, cujo o sobrevivente foi apenas Howland Reed, importante personagem na Rebelião de Robert, foram resgatar a irmã de Ned, Lyanna Stark, que estava nos últimos suspiros em uma cama naquela torre.

Diz a história, pela perspectiva dos Stark e Baratheon, que Lyanna foi sequestrada (contra a sua vontade, portanto) pelo então príncipe (irmão mais velho da Daenerys) Rhaegar Targaryen, que a escondeu nesta torre em Dorne, com a proteção de homens da Guarda Real.

Entre a mais emblemáticas teorias do universo de Game of Thrones é a teoria de que Lyanna poderia ter, na verdade, fugido com o príncipe porque não queria se casar com o Robert Baratheon ou, ainda que sequestrada contra a vontade, naquele momento do resgate na torre tinha acabado de dar a luz e morreu instantes após o parte, sendo aquele bebê o Jon Snow. Há, inclusive, ao fundo da cena, um barulho que se assemelha a um grito de mulher dando a luz ou um choro de bebê. SIM, pode ser que o Jon Snow seja um Targaryen e o tal “Príncipe Prometido”, da profecia sobre o salvador do mundo contra os Outros, que a Melisandre comenta no início do episódio, seja afinal o Jon Snow; ele até voltou do mundo dos mortos. Seria uma coincidência?

Há muitos indícios ao longo da história que corroboram que o Jon Snow pode não ser filho bastardo do Ned Stark e que, na realidade, os únicos que sabiam que ele era filho da Lyanna – que pediu para o irmão cuidar como seu próprio filho quando no leito de morte – eram Ned e o Howland Reed, este último não se sabe onde está.

Esta é a história daquela cena. E por que Bran é tão importante? Porque ele é o único que pode ser testemunha ocular daquele momento, através das visões verdes e mostrar ao mundo que Jon Snow é, não só o “príncipe prometido”, como pode ser herdeiro do Trono de Ferro, pois da linhagem masculina do rei Aerys II Targaryen, avô da Daenerys. Aquela cena foi propositalmente cortada, mas esta história está cada vez mais perto do desfecho. Fiquemos atentos aos sinais.

Com um episódio com revelações e um final surpreendente, sem beirar ao forçado e seguindo a ordem natural de um ritmo mais lento após um momento épico – com o qual não se pode competir –, a série segue com a qualidade que lhe é comum e não decepciona, salvo momentos pontuais até então, com a criação da história agora sem a base dos livros. Cada semente que foi plantada nesse episódio certamente renderá frutos surpreendentes nos próximos domingos.

 

 

 

 


 

Esse sem dúvidas foi um dos episódios mais divertidos de The Walking Dead, e quem deu o tom foi Daryl Dixon e Jesus! Sim, o cabeludo de Hilltop finalmente apareceu, mas esse não foi o auge do episódio hehehe bem no começo percebemos uma passagem de tempo desde o dia em que Carl perdeu seu olho, Michonne está morando junto com Rick e sua família, e já no começo ela procura por pasta de dente hehe já sabemos que ela adorava escovar os dentes, Carl está de pé, usando uma atadura para tapar o buraco que ficou em seu rosto, Rick e Daryl saem em missão para procurar suprimentos, Eugene até dá uma dica, e não é que estava certa? No caminho Rick coloca um cd para tocar, Daryl implora para o irmão não fazer isso, mas mesmo assim ele faz, segundo o xerife aquilo atraia os zumbis para longe de casa, é verdade, mas deu para perceber que ele queria mesmo é curtir a música, graças a dica de Eugene, os irmãos encontram um caminhão lotado de comida, e o nosso xerife está curtindo o dia, eles chegam até um posto de gasolina, onde Daryl tenta buscar um pedido especial da doutora Denise que pelo jeito está namorando a Tara.

De repente um homem mascarado surge e esbarra em Rick, Daryl e ele apontam suas armas para o mascarado, que lhes disse que havia alguns zumbis chegando, os irmãos agradecem a dica e se apresentam, o homem abaixa a mascara e também se apresenta, Paul  Rovia, mas os amigos o chamam de Jesus, ele se despede, Rick tenta fazer a entrevista para leva-lo até Alexandria, mas o homem não estava interessado, e Daryl também não, já que o cara se chama Jesus, hahahaha! Eles escutam um barulho de tiro, mas na verdade era apenas bombinhas estourando dentro de um barril de aço, e só então descobriram que o esbarrão era na verdade um roubo kkk Jesus rouba o caminhão, mas isso não ia ficar assim! Rick e Daryl correm atrás do fujão, enquanto isso, Carl está na mata com Enid e podemos ver a mudança no garoto, ele parece estar mais duro e distante, até mesmo quando os dois encontram um zumbi misterioso, Spencer também está na mata junto com Michonne, depois descobrimos que o zumbi misterioso era a Deanna, e Spencer estava saindo todos os dias para procurar a mãe, ele a mata e juntos, Michonne e Spencer enterram a eterna líder de Alexandria.

Na estrada Daryl e Rick encontram Jesus, ele está trocando o pneu do caminhão, e é claro que eles o surpreendem e podemos ver os golpes que fazem de Jesus um personagem tão fodão nos quadrinhos, mas mesmo ele não foi páreo para os irmãos, eles o amarraram, pegaram o caminhão e foram embora, porém, depois de um tempo descobriram que Jesus estava no teto do caminhão, Rick freou e o ninja foi lançado longe, e então começou a cena mais divertida que já vi em The Walking Dead, uma brincadeira de Pega Pega entre Daryl e Jesus kkk os dois acabam indo parar dentro do caminhão onde Jesus pega uma arma, Daryl está na porta, Paul o manda abaixar e atira acertando um zumbi que estava chegando perto, Daryl agradece e acerta um soco no barbudo por ele ter pego sua arma hahaha porém, os bocós acabaram puxando o freio de mão do caminhão que foi parar no fundo de um lago, mas antes a porta acertou a cabeça de Jesus que apagou. Os irmãos o levaram até Alexandria e o entregaram aos cuidados de Denise.

E eis que a cena final chega, Michonne questiona Carl sobre Deanna, e o garoto diz que não podia mata-la, isso deveria ser feito por alguém que a amasse e que ele faria o mesmo pela espadachim, isso foi foda! Foi uma declaração de “Eu te amo” feita do garoto para sua melhor amiga, e é claro que ela disse o mesmo, já dentro de casa, Michonne e Rick sentam no sofá e começam a conversar sobre como foi o dia deles,  Rick entrega um pacotinho de balas de hortelã, quando ele entregou a ela, os dois tocaram a mão um do outro, entrelaçaram os dedos, e o nosso xerife atacou, lascou um beijo na samurai, e esse beijo terminou na cama em uma posição muito semelhante a dos quadrinhos, exceto é claro que nas hqs a nova esposa de Rick é Andrea, e eis que alguém os acorda, Jesus está no quarto, Michonne se levante com a espada na mão e Rick com sua Magnum, e os dois estão peladinhos da silva, e Jesus diz que eles precisam conversar.

Muitos fãs esperavam por esse momento, RiChonne finalmente rolou, eu honestamente estava na dúvida se seria Michonne ou Carol que se tornaria a nova amada do xerife, mas tudo o que passaram juntos levou a esse desfecho, eu chamei Rick e Daryl de irmãos por que eles são exatamente isso, Carl agora se torna um outro garoto, mais sombrio e distante, com os outros é claro, já que vimos que agora parece que ele está mais ligado a sua irmã, e Jesus finalmente apareceu e isso vai nos levar a outro mundo, só não entendi a mudança do nome, já que nos quadrinhos ele se chama Paul Monroe e não Paul Rovia, vai ver é o nome do meio nê? E a barba falsa ficou feia, e ver as cenas dele com Daryl me fez pensar uma coisa, rola muitas teorias sobre a sexualidade de Daryl Dixon, e sabemos que Jesus é gay nos quadrinhos, será que pode rolar alguma coisa entre os dois? E agora gostaria de perguntar aos “Críticos” de plantão, TEM ALGUMA COISA PARA FALAR SOBRE O EPISÓDIO?  Quero só ver os comentários da cena de Rick e Michonne haha THE WALKING DEAD É FODA!!!

 

 

The Walking Dead finalmente retornou!! e que episódio foi esse? PQP!!!!!!! aconteceu tudo o que os fãs dos quadrinhos esperavam, já no comecinho vimos o desfecho do encontro de Daryl, Abraham e Sasha com os “Motoboys” do Negan, e o encontro terminou com a galera motociclista sendo explodida!! é isso mesmo, Daryl usou o lança foguetes que o ruivão encontrou, depois da cena fomos direto para Alexandria, antes do episódio começar eu já sábia que alguma coisa aconteceria com Carl, e me toquei que ele estava com a Judith, então seria aquele o fim da garotinha? claro que não! já que Gabriel se ofereceu para levar a garota até a igreja para os outros poderem botar o plano de Rick em ação, ir até a pedreira, usar um caminhão e tirar os zumbis de lá. Jessie pede a seu filho caçula Sam que também vá, só que é o moleque não quis, e ali estava feito a merda! kkk, todos caminhavam tranquilamente até que o garoto começa a se lembrar de tudo o que Carol disse para ele na temporada anterior, e por falar em Carol, lembra do líder dos Lobos que sequestrou a Denise? pois é, não é que o cara se redimiu na hora da morte? ele e a doutora estavam prestes a sair da cidade quando Denise foi agarrada por um zumbi e o maluco voltou e a salvou, sendo assim mordido!! aí a nossa doutora queria levar o cara até o consultório, mas havia uma Carol no meio do caminho, e a nossa Queen, sentou o dedo no cara que antes de morrer se jogou contra alguns zumbis que estavam perto da doutora, voltando ao Sam, o moleque se lembrou de tudo o que Carol disse e começou a se desesperar, quando ele viu uma zumbi criança andando por lá a coisa foi pro espaço. Dois zumbis pegaram o moleque, um mordeu no ombro e o outro na cabeça, Jessie se desesperou e começou a gritar, honestamente ela poderia ter partido para cima dos zumbis, mas preferiu gritar, Carl tentou puxar a loira para longe, mas já era tarde, um grupo de zumbis detonou a loira, Ron ficou em estado de choque, assim como Rick que até então não havia percebido que Jessie estava segurando a mão de Carl, quando se tocou, ele cortou a mão dela fora a base de machadadas! e a consequência disso foi Ron pegar a arma de sua mãe que havia caído, apontou para o Rick e estava pronto para atirar, mas Michonne cravou sua espada no garoto que antes de cair disparou sua arma, e então veio a cena mais foda dos quadrinhos.

 Sem título

SIM! CARL LEVOU UM TIRO NO OLHO!!!! e essa cena me arrepiou pá buné!!! Rick o pegou no colo e levou até Denise, assim que colocou o garoto aos cuidados da doutora, nosso xerife abriu a porta e foi para rua, começou a deitar o machado na cabeça dos zumbis, e todos da cidade se juntaram a ele, até o padre Gabriel e o Eugene entraram na festa, o episódio foi fodástico, vale a pena conferir, e esperar o que virá depois, o episódio ainda teve o retorno de Daryl, Sasha e Abraham em Alexandria, e chegaram bem na hora de salvar Glenn que quase morreu devorado hehe e pelo jeito Enid é realmente a versão da Sophia dos quadrinhos, basicamente foi isso o que aconteceu nesse episódio foda! para terminar gostaria de mandar um recado para todos os críticos e “críticos” de plantão, se querem assistir com o intuito de procurar defeitos, parem! é sério! tem gente com essa profissão, e o dever é criticar, mas tem outros que se acham críticos, e só assistem para poder falar mal depois, esse retorno foi tão foda que provavelmente os próximos episódios terão muito dialogo, e sem dúvidas vai ter um bando desses “críticos” enchendo o saco na internet, mas acreditem, existem pessoas assim como eu, que acompanham os quadrinhos desde o seu lançamento em 2003, acho que era só isso que eu queria dizer por hoje hehehe e  The Walking Dead é FODÁSTICA!!!